terça-feira, 18 de junho de 2013
Pilares de Paulo Freire
Amor
Paulo Freire equipara amor e diálogo. Ao relacionarmos essa comparação com a nossa atividade de tutoria, julgo que devamos, primeiramente, ter amor à profissão e que, quando isso ocorre, o dialogo amoroso no qual há sujeitos e não dominador e dominados se processa. Na nossa prática, ouvimos alguns relatos de alunos que se sentem inferiorizados por serem do interior, preconceito que, segundo eles, é fomentado por alguns tutores. Entretanto, não é essa a lição de Paulo Freire, mas que “ONDE” quer que estejam estes oprimidos, o ato de amor está em comprometer-se com sua causa. A causa de sua libertação”.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 45, 1987.
Humildade
O pilar “humildade” está diretamente ligado ao amor e ao diálogo, pois, se aquela não existe, não há como o tutor ter amor e estabelecer um diálogo com os seus alunos, independentemente de onde aqueles estejam.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 46, 1987.
Fé nos homens
Paulo Freire ensina também que não há como haver diálogo se não tivermos fé, se não acreditarmos que o nosso aluno pode aprender, independentemente do local que ele resida, da sua cor, religião etc..
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 46, 1987.
Esperança
O pilar esperança está relacionado à ação. Desse modo, na tutoria, temos que agir para que o alunos não perca a esperança de aprender e para que não nos desetimulemos e nem desestimulemos a eles de que dias ainda melhores virão na educação a distância.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 47, 1987.
Pensar Crítico
Quanto ao pensar crítico, que Paulo Freire também chama de verdadeiro, quebra com a dicotomia entre homens e mundo e advoga em favor da solidariedade entre ambos. Nesse sentido, podemos pensar que apesar de todos os reveses da educação e da educação a distância, muitas vezes também agimos em favor daquela última, transformando vidas, pessoa e situações.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 47.
Maria das Dores
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Interessante seu comentário, Dasdores, em relação ao pilar "fé nos homens", quando diz que o educador deve acreditar na capacidade de seu aluno, sem preconceitos.
ResponderExcluirNós lidamos com uma grande diversidade de situações na EaD e,através desse ensinamento, podemos concluir que, como educadores, o mais certo é evitar julgamentos precoces e buscar desenvolver no aluno a capacidade de refletir sobre sua realidade e de evoluir cada vez mais como pessoa.