terça-feira, 11 de junho de 2013

O DIÁLOGO COMO FATOR PREPONDERANTE PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Inicio essa atividade citando Freire: “Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes.”, como ponto de partida para que possamos enquanto educadores refletir nossa prática pedagógica, buscando impregná-la de sentido para que a mesma possa favorecer uma relação dialógica entre os envolvidos no processo ensino e aprendizagem. Nesse sentido Freire sempre orientou que nas atividades realizadas nos grupos seria muito interessante o desenvolvimento através do Círculo de Cultura, pois,através dessa metodologia todos envolvidos no processo estão na mesma posição, o que favorece uma relação dialógica entre iguais, que buscam nas discussões chegar a um consenso. No Círculo de Cultura os saberes dos que estão no grupo são respeitados e valorizados, e, todos tem direito de voz e vez. O Círculo de Cultura rompe com a uniformidade, com o coletivo submisso,bem como com a fragmentação e o individualismo, uma vez que trabalha com a relação entre pares, que partilham diferentes opiniões e compreensões, mas coletivamente buscam a construção de soluções. Mesmo nas atividades em EAD quando não temos o contato presencial, percebe-se que no fórum e no chat essa metodologia é trabalhada, pois, todos os alunos interagem virtualmente e expõe idéias e propostas,o que torna a atividade rica e com visões diversas e plurais. É nesse contexto que o tutor desempenha um papel importante, pois, mesmo sem a atividade ser presencial, mas a distância, nos momentos interativos ele contribui para o aprendizado do alunado. Pensar na pedagogia freireana, é, ter um olhar diferenciado para o educando, buscando partir da sua realidade, sem esquecer de enriquecer os saberes necessários para a sua formação como cidadão. As contribuições de Paulo Freire para uma prática educativa dialógica,possibilita um processo ensino-aprendizagem dinâmico e interativo,onde, todos os envolvidos constroem e reconstroem conhecimentos, num sentido multidimensional. É partindo dessa compreensão, que os cinco pilares de comunicação segundo Paulo Freire, que estão no livro Pedagogia do Oprimido, vem humanizar e romper com a idéia de que o professor é o detentor do saber e de que o aluno apenas deve receber os conhecimentos. Na EAD esses pilares já são trabalhados nas atividades que são desenvolvidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem, uma vez que o tutor mesmo não conhecendo os alunos, busca orientá-los para que durante o curso ele possa realizar de forma significativa suas atividades.Os pilares são desencadeados durante os vários momentos do curso, onde observamos : AMOR tem um significado especial na relação tutor-aluno,e,só acontece através do diálogo, que rompe barreiras e promove a troca mútua de saberes, onde cada um contribui para o crescimento do outro. Isso pode ser visto quando há um incentivo mesmo que através de e-mail para que o aluno realize as atividades, ou quando não cumpre prazos é lhe dado chance de recuperação. HUMILDADE surge diante das necessidades que surgem durante o percurso do curso, onde o tutor sugere idéias ou caminhos para que o aluno possa compreender as atividades, ou quando o aluno busca ajuda por não ter condições ou está em dificuldades para a realização dessas atividades. A humildade é portanto, um princípio essencial entre o tutor e o aluno , na superação das adversidade e busca de sua superação. FÈ NOS HOMENS é a certeza de cada aluno é singular, tem seu ritmo de aprendizagem, e que através do diálogo podemos ajudá-lo na conquista do que ele acredita. É possibilitar meios para que ele possa construir seu espaço de inserção no mundo. ESPERANÇA parte da perseverança. do buscar mudar o que está posto. Nesse sentido o tutor tem um papel significativo, pois, ele pode incentivar o aluno na busca de melhorar seu aprendizado, mostrando-lhe que ele é capaz e tem potencialidades que devem ser desenvolvidas. PENSAR CRÌTICO na EAD esse pilar aparece constantemente, quando nos fóruns e demais atividades o tutor propõe ações didáticas que levam o aluno a pensar criticamente e discutir seu ponto de vista, trocando idéias com os colegas. Vejo também que o pensar crítico é busca incentivar esse aluno a refletir no que está posto, dando-lhe condições de transformar e reconstruir significativamente sua aprendizagem. Jane Mary

Um comentário:

  1. Gostei muito do seu texto. Muito interessante, Jane, a comparação que você faz entre os círculos de cultura de Paulo Freire e a atuação de alunos e tutores nos fóruns de discussão.

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