Cinco Pilares de Paulo Freire
Amor: A necessidade da presença do amor como
fundamental para um bom desempenho da profissão “educador” parece algo que se
percebe em todas as outras profissões, a bem dizer. Não há regras de
felicidade, mas, se pudéssemos falar em plenitude, atrelar técnica e gosto pelo
que se faz, esta seria a fórmula mágica. O adicional freiriano vem do fato de
tratarmos de algo intimamente presente no ser humano: a sede do saber, o querer
ir sempre adiante, o procurar, o pesquisar. A educação, tida como caminho
certeiro para o alcance da realização dessas vontades, é especialmente
dependente do afeto, do cuidado. Sem exemplificar através da EaD, cito o que
comumente vejo com meu pequeno rei, de 1 ano e 7 meses: Após trabalhar os
numerais na creche (deve estar no número 3), já consegue perceber a diferença
entre números e letras. Ao ver a numeração nas casas, levanta o dedinho feliz
da vida dizendo: UM! Por vezes é um 7, mas a valorização dada para sua “conquista”,
recebida com sorrisos e palmas, será o degrau para tantas outras conquistas. É
perceptível o orgulho que um aluno tem ao trazer um texto ou mesmo relatar uma
experiência que foi interessante para o complemento da aula ou para a prática
de alunos e professores. Reconhecer o esforço é um claro ato de amor. Simples
assim.
Humildade: Sábio o professor que aceita e
incentiva as participações, menores, maiores... Sábio o aluno que não acredita
que o professor é o dono do saber, esperando somente nele as respostas para
suas dúvidas, questionamentos. Humildade é sinônimo de troca. Troca é sinônimo
de crescimento. Com polos distantes, é fácil trabalharmos essa questão. “Qual a
sua realidade?” Respondida a pergunta por professor e por aluno, a aula já
mereceu o tempo disposto em um chat
ou em um encontro presencial. Já houve crescimento.
Fé nos homens: E que lógica teria o mundo se o pai,
ou a mãe, ou o gerente ou o professor etc. tivessem sozinhos a responsabilidade
de tudo? Se você não acredita no outro, sequer dê espaço para ele; se você já
sabe que “só você” é capaz de realizar algo com proeza, não perca seu tempo
solicitando a ajuda do outro. Se você orientar, sem esperar que o outro faça
tal qual você, mas que o outro traga a solução a seu modo, você juntou
humildade e fé no outro. Atualmente corrijo os relatórios dos alunos. Muitas coisas
a refazer, é um dos melhores modos de se aprender.
Esperança: Esperança de entregar os trabalhos em
dia, esperança de conseguir boas notas, esperança de se destacar, esperança de
seguir adiante. Esperança de conseguir respostas para a construção do conhecimento,
embora se saiba que o conhecimento não é estrada com ponto final; mesmo assim e
embora tudo, a esperança sustenta o caminhar.
Pensar crítico: Não condiz com o comportamento adequado
de um estudante a aceitação sem o questionamento. Posso até concordar com você,
com o que o professor disse, com o que o material disposto apresentou, porém
não sem antes refletir sobre, sem imaginar situações diferentes e suas
consequências. Somente e apenas somente depois ele se posicionará para a
permanência do atual estado ou a necessidade de mudança.
Natércia
O professor que tem consciência de que pode aprender com seu aluno tem uma postura amorosa e humilde, tem consciência de que não é o único que possui saberes e que há saberes diversos a serem valorizados.
ResponderExcluirVocê disse que aprende muito fazendo a correção das atividades de seus alunos, penso ser essa uma verdade e me identifico com suas palavras, pois também aprendo muito fazendo leituras das postagens dos meus alunos. É um privilégio que nós, professores, temos: aprender cada dia um pouco mais com as outras pessoas.