segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cinco Pilares de Paulo Freire

Amor: A necessidade da presença do amor como fundamental para um bom desempenho da profissão “educador” parece algo que se percebe em todas as outras profissões, a bem dizer. Não há regras de felicidade, mas, se pudéssemos falar em plenitude, atrelar técnica e gosto pelo que se faz, esta seria a fórmula mágica. O adicional freiriano vem do fato de tratarmos de algo intimamente presente no ser humano: a sede do saber, o querer ir sempre adiante, o procurar, o pesquisar. A educação, tida como caminho certeiro para o alcance da realização dessas vontades, é especialmente dependente do afeto, do cuidado. Sem exemplificar através da EaD, cito o que comumente vejo com meu pequeno rei, de 1 ano e 7 meses: Após trabalhar os numerais na creche (deve estar no número 3), já consegue perceber a diferença entre números e letras. Ao ver a numeração nas casas, levanta o dedinho feliz da vida dizendo: UM! Por vezes é um 7, mas a valorização dada para sua “conquista”, recebida com sorrisos e palmas, será o degrau para tantas outras conquistas. É perceptível o orgulho que um aluno tem ao trazer um texto ou mesmo relatar uma experiência que foi interessante para o complemento da aula ou para a prática de alunos e professores. Reconhecer o esforço é um claro ato de amor. Simples assim.
Humildade: Sábio o professor que aceita e incentiva as participações, menores, maiores... Sábio o aluno que não acredita que o professor é o dono do saber, esperando somente nele as respostas para suas dúvidas, questionamentos. Humildade é sinônimo de troca. Troca é sinônimo de crescimento. Com polos distantes, é fácil trabalharmos essa questão. “Qual a sua realidade?” Respondida a pergunta por professor e por aluno, a aula já mereceu o tempo disposto em um chat ou em um encontro presencial. Já houve crescimento.
Fé nos homens: E que lógica teria o mundo se o pai, ou a mãe, ou o gerente ou o professor etc. tivessem sozinhos a responsabilidade de tudo? Se você não acredita no outro, sequer dê espaço para ele; se você já sabe que “só você” é capaz de realizar algo com proeza, não perca seu tempo solicitando a ajuda do outro. Se você orientar, sem esperar que o outro faça tal qual você, mas que o outro traga a solução a seu modo, você juntou humildade e fé no outro. Atualmente corrijo os relatórios dos alunos. Muitas coisas a refazer, é um dos melhores modos de se aprender.
Esperança: Esperança de entregar os trabalhos em dia, esperança de conseguir boas notas, esperança de se destacar, esperança de seguir adiante. Esperança de conseguir respostas para a construção do conhecimento, embora se saiba que o conhecimento não é estrada com ponto final; mesmo assim e embora tudo, a esperança sustenta o caminhar.
Pensar crítico: Não condiz com o comportamento adequado de um estudante a aceitação sem o questionamento. Posso até concordar com você, com o que o professor disse, com o que o material disposto apresentou, porém não sem antes refletir sobre, sem imaginar situações diferentes e suas consequências. Somente e apenas somente depois ele se posicionará para a permanência do atual estado ou a necessidade de mudança.


Natércia

Um comentário:

  1. O professor que tem consciência de que pode aprender com seu aluno tem uma postura amorosa e humilde, tem consciência de que não é o único que possui saberes e que há saberes diversos a serem valorizados.
    Você disse que aprende muito fazendo a correção das atividades de seus alunos, penso ser essa uma verdade e me identifico com suas palavras, pois também aprendo muito fazendo leituras das postagens dos meus alunos. É um privilégio que nós, professores, temos: aprender cada dia um pouco mais com as outras pessoas.

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