terça-feira, 28 de maio de 2013

Tempo e espaço.



Como aproveitar o tempo e o espaço na tutoria?
No início da disciplina, envio uma mensagem de boas-vindas aos alunos e peço aos mesmos para olharem o cronograma, que faço, a partir da agenda do professor-conteudista, para que os alunos tenham um controle melhor de seu tempo. Esse cronograma também me direciona sobre as atividades do mês. Infelizmente, não sei utilizar muito bem a ferramenta Excel, pois ela me ajudaria na contagem de faltas, notas e organizaria uma planilha mais acessível. O cronograma faço no Word mesmo e discrimino por mês todas as atividades a serem realizadas.
Sobre o espaço, sempre costumo informar aos alunos os dois dias da semana para cada disciplina, na qual estarei disponível para eventuais dúvidas, participação em fóruns, etc. No entanto, nem sempre é possível seguir esse cronograma e, às vezes, causa-me um stress por ter acumulado as coisas e tento resolvê-las até o fim, mesmo que me custe à saúde. Pois toda semana também tenho que cumprir muitas leituras da pós. Lemos quase dois livros inteiros por semana, cento e vinte páginas por dia. Então, complica.

Abraço.
Juliana Guedes

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A dialogicidade.

Quando tentamos um adentramento no diálogo como fenômeno humano, se nos revela algo que já poderemos dizer ser ele mesmo: palavra. Mas ao encontrarmos a palavra, na análise do diálogo, como algo mais que um meio para que ele se faça, se nos impõe buscar, seus elementos constitutivos. (FREIRE, 2011, p.107).


Juliana Guedes.
O DIALOGISMO FREIREANO PARA AS INCERTEZAS DE HOJE

As discussões propostas pelos estudos da pedagogia de Paulo Freire versam sob muitos aspectos fundamentais para a prática docente, dentre eles o dialogismo entre os homens e os saberes. A flexibilidade e autonomia, respectivamente, do professor e do aluno devem atrelar-se para conduzir a aprendizagem significativa. Para Davi e Castro-Filho (2009), os cinco pressupostos que norteiam a relação dialógica entre professor e aluno são: “amor, humildade, fé nos homens, esperança e pensar crítico”.
Discutiremos cada um desses elementos ao longo deste texto, procurando associá-lo a prática docente do professor tutor e estudantes pupilas.
Ao iniciar com a categoria “amor”, direcionada à atividade docente, Paulo Freire sugere ao professor criar momentos de empatia com o discente para que, desse modo, possa construir laços afetivos capazes de uni-los. Além disso, o amor na educação constrói-se como atividade de compromisso e responsabilidade intelectual para com o outro. Tal fato só é possível a partir da humildade provocada pelo diálogo aberto e flexibilidade que o mestre deve ter com seus discípulos e vice-versa. Portanto, é necessário saber compreender e enxergar no outro suas próprias limitações, defeitos e qualidades. Assim, Paulo Freire sustenta que não há diálogo com ignorância.
Além disso, o diálogo só é passível de acontecer, se vier atrelado à capacidade humana de acreditar no potencial do outro. Muitos professores são fundamentais para determinar a rejeição ou aceitação de um pensamento crítico, ou mesmo, a escolha profissional do estudante, dentre outras possibilidades. Isso ocorre devido a competência do ser humano em acreditar uns nos outros, ou seja, a fé nos homens alicerça os pilares para a educação.
Nesse sentido, a esperança no futuro através do outro direciona os objetivos da aprendizagem, afinal o aluno espera no professor e este ambiciona o sucesso daquele. O diálogo faz-se por meio de uma justaposição de pensamentos e ideias.
Para finalizar, Paulo Freire ambiciona o pensar crítico como sendo a efetivação da autonomia do sujeito em processo de aprendizagem. Ou seja, o professor deve conduzir seu aluno para o pensar reflexivo, por isso autônomo e crítico, afinal conjecturar suas próprias opiniões requer conhecimento e sabedoria.
Ao relacionar a dialogicidade freireana com o mundo contemporâneo, sobretudo, com a EAD e a atividade docente de tutoria, vários destes fundamentos tornam-se essenciais para conduzir o bom andamento da disciplina, bem como o semestre letivo. O tutor empenhado conduz seus alunos por meio de um diálogo flexível, mas com responsabilidade de fazer valer a pena as colunas da educação. Se associarmos as ideias de Freire às do educador e filósofo francês Edgar Morin, especialmente, no livro “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, veremos um intercâmbio do ensino pelo viés do conhecimento qualitativo. Segundo Morin, a universidade e o professor devem instruir o aluno para lidar com as incertezas da vida profissional e do mundo, a fim de que os estudantes desenvolvam suas habilidades e competências também para o crescimento pessoal.
Desse modo, nossa prática de tutoria consiste numa espécie de aprendizado e dialogismo dinâmicos, principalmente, na medida em que também lidamos (sem preconceito, ou melhor, sem arrogância) com algumas incertezas, por exemplo: quanto à estrutura do município e do Polo, se teremos material audiovisual para direcionarmos a aula de maneira diversificada; o cuidado de não sermos démodé e utilizarmos em demasia os recursos digitais ou mesmo uma linguagem que distancia-nos dos alunos; nossas condições precárias de trabalho e falta de reconhecimento, dentre outras (in) certezas da profissão.
Com base nisso, precisamos analisar nossa atividade de tutoria compreendendo que, as teorias de Paulo Freire mantêm-se atuais e merecem ser revisitadas com o olhar crítico às incertezas do mundo contemporâneo.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Diálogo.

         Achei muito bom o videozinho. A educação dos pobres, dos oprimidos... O diálogo como núcleo da proposta pedagógica de Paulo Freire. Em contrapartida, o apresentador nos indicará um matemático que estudou Piaget e apologiza o uso do computador como ferramenta educativa. Os dois educadores encontram um entre-lugar de diálogo.

Juliana Guedes.

Sobre o amor.

a mente moderna se tornou muito racional;
ela é pega na rede da lógica.
muitas repressões aconteceram porque a lógica é uma força ditatorial, totalitária.
quando a lógica exerce controle sobre você, ela mata muitas coisas.
a lógica é como Adolf Hitler ou Joseph Stalin;
ela não permite que o oposto exista, e as emoções são opostas.
o amor e a meditação são opostos à lógica.
 a religião é oposta à razão;
assim, a razão simplesmente a massacra, a mata, a desenraíza.
então, de repente você percebe que sua vida não tem sentido, porque todo o sentido é irracional.
primeiro você escuta a razão e depois mata tudo o que iria dar significado à sua vida.
quando você matou e está se sentindo vitorioso, repentinamente você se sente vazio.
agora, nada mais sobra em suas mãos, somente a lógica.
 e o que você pode fazer com a lógica?
 você não pode comê-la, não pode bebê-la, não pode amá-la, não pode vivê-la. 
 ela é apenas lixo.

---------

as pessoas se esqueceram completamente da linguagem de fazer as coisas juntas -
 ou de nada fazer além de simplesmente estar juntas.
 o homem e a mulher são diferentes, e não apenas diferentes, mas opostos;
 eles não podem se encaixar.
e esta é a beleza: quando eles se encaixam, é um milagre, um momento mágico.
vivemos através da cabeça.
por isso, nossa vida se torna cada vez mais complicada, como um quebra-cabeças de peças recortadas:nada parece se ajustar.
e, quanto mais tentamos ser espertos, mais estamos em uma confusão.
esta tem sido a nossa história:estamos cada vez mais insanos.
todo o planeta é praticamente um hospício
....

viva a partir do coração.
sinta mais, pense menos, seja mais sensível e menos lógico.



Osho.  

Paulo Freire.



Cinco pilares de Paulo Freire.

Soube que, apenas, um dia desses, as obras de Paulo Freire foram aceitas nas bibliotecas de Sociologia e Antropologia da USP. Pois a sua metodologia é completamente anticonvencional. A aula 3 abordará alguns elementos problematizadores sob a ótica da obra  Pedagogia do Oprimido.
Primeiro, precisamos nos motivar pela curiosidade. Nós, professores e pesquisadores, estamos sempre em busca de novas leituras, artigos científicos e aparatos complementares que possam enriquecer a nossa bagagem intelectual. O aluno tem muita preguiça de pesquisar e fica apenas na superficialidade da Wikipédia sem avançar muito no conteúdo.
Segundo, Freire nos mostra que o amor é o tempero essencial para quem educa. Uma lástima que muitos estão desinteressados em nossa profissão por causa da má remuneração e das condições precárias do ensino.
Terceiro, o texto nos apresenta a urgência da educação como fonte primordial das modificações da sociedade. Infelizmente, vivemos sob o véu da alienação. Não temos mais tempo para refletir. As coisas têm sido efêmeras e mastigadas rapidamente e jogadas no lixo. O intelectual perdeu o seu papel nessa sociedade voltada para o consumismo, apenas.
Quando o autor fala sobre leitura do mundo observo, também, certa a-praticidade das pessoas. Ninguém tem aula de culinária, de serviços domésticos, como pequenos consertos, legislação do trânsito e coisas máximas, que precisariam ser trabalhadas desde a Educação Infantil.
No último tópico, acredito no altruísmo como ponte de ligação das relações humanas. Embora, o intelectual precise de uma solidão necessária para os seus estudos. Nada impede de seu envolvimento com a política social.


Juliana Guedes.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A questão de tempo e espaço na EaD

A organização do tempo para um tutor da EaD é essencial para que este realize um bom trabalho de acompanhamento e orientação dos seus alunos. Geralmente, no início das disciplinas, eu costumo apresentar aos discentes a agenda com todas as datas de fóruns, portfólios e chats e peço que eles se organizem para que não venham a perder os prazos. Porém, isso também se aplica a nós tutores, pois a correria diária pode muito bem nos levar a esquecer as datas de algumas atividades. Para que isso não aconteça comigo, procuro anotar tudo em uma agenda e verifico-a constantemente a fim de não deixar passar nenhuma atividade. Geralmente, não acesso o solar todos os dias, mas no dia em que eu acesso procuro comentar as postagens dos fóruns, tirar dúvidas, responder mensagens e interagir de alguma forma com os alunos. Estes, quando vêm no tutor um exemplo de comprometimento e organização, acabam se influenciando e procurando cumprir as atividades no tempo determinado. A questão da correção das provas e dos portfólios é outro ponto importante, os alunos ficam ansiosos para saberem suas notas, mas nem sempre disponho de um tempo que me possibilite enviar as notas tão rápido o quanto eles gostariam, então converso com eles e peço um pouco de paciência. A quantidade de disciplinas também influencia bastante para esse “acúmulo” de trabalhos que se tem para corrigir. A questão espacial para mim não é tão simples. Concordo que é muito bom conhecer novos lugares, novas cidades, porém quando viajo para muito longe bate sempre certo receio. Já viajei para os pólos de Barbalha, Tauá, Meruoca e Maranguape, gostei de todos, porém o mais organizado é o de Meruoca. O espaço que se percorre até lá é bem distante, porém, após o percurso tem-se a recompensa do clima agradável da Serra. É muito bom!!! Com isso, concluo que tanto o tempo quanto o espaço são elementos muito importantes para nós tutores da EaD. Quando se faz uma um planejamento temporal e um planejamento espacial (Local de hospedagem, por exemplo) a tendência é que o trabalho fique bem mais adequado e consistente. Kedma Damasceno.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Para tentar diminuir a distância entre os alunos, eu envio mensagens constantemente e sempre recebo o silêncio como resposta. Me mostro disponível para ajudá-los principalmente com relação aos trabalhos mas eles não retornam. Faço a minha parte.
Até mesmo no fórum estou sempre disponível, incentivo a participarem mas não é fácil. Muitos deles fazem questão se seja o mais distante possível.

COMO ESTOU UTILIZANDO O TEMPO NO SOLAR?


SEGUNDA, 20 DE MAIO DE 2013


Verifico meus e-mails o tempo todo, na verdade meu computador está sempre ligado pois a qualquer momento pode chegar uma tradução e esta pode ser urgente. E, tento responder as mensagens dos alunos prontamente, estas estão sempre chegando e divido com eles o stress dessa vida de quem nunca tem tempo pra nada.. Não está sendo fácil depois dessa mudança de “tempo” Calendário semestral;  temos que dedicar mais tempo ao solar. Infelizmente não disponho desse tempo. Tento dividir o meu tempo com o solar pelo menos duas vezes por semana. São muitas atividades entre as minhas quatro disciplinas na UFC presencial  em Fortaleza, as traduções e a EAD. Está realmente complicado. Quando há alguma mensagem do Solar, tento responder o mais rápido possível para que os alunos não se sintam desassistido no ambiente virtual uma vez que estando a distancia temos que nos fazer perceber o mais presentes possível.

Postado por Joana Anália Ribeiro Albuquerque

Tempo e espaço

Assim como nossos alunos da Ead, nós também precisamos fazer bom uso de nosso tempo. Exercemos muitos papéis, e um deles é a tutoria. Costumo fazer um cronograma com todas as datas, prazos (início e fim de cada aula/ fórum). Também coloco lembretes na agenda do meu email para não correr o risco de esquecer. Evidentemente cada um de nós tem uma relação pessoal de como organizar o tempo, alguns mais rigorosos, outros não. Precisamos ter essa consciência ao orientar nossos alunos, mas sempre insisto que é necessário comprometimento, isso envolve cumprir atividades, prazos. Como já foi discutido nos fóruns, sobre atividades atrasadas, não sou extremista, mas também não aceito qualquer atraso, desorganização.

Sobre a minha participação durante a disciplina, reservo alguns dias alternados na semana, para ler os comentários dos fóruns, tirar dúvidas...Não acesso todo dia, por uma simples questão de carga horária. Sei que estamos numa realidade diferente do ensino presencial, mas assim como numa disciplina presencial, dedico uma quantidade x de horas por semana para dar a aula, preparar material, fazer correções, procedo semelhante na Ead. Quando preciso me ausentar, sempre aviso aos alunos que estou viajando, assim que possível, entro em contato.

A questão do espaço é simples. Tenho meu escritório em casa, coloco uma boa música e trabalho!!!!!!
Enfim, por enquanto é isso. 
E você? Como trabalha com o tempo e o espaço nas atividades de tutoria? Registre essas reflexões no diário de bordo.

          O fundamental para esse trabalho é estar sempre atento às datas, por isso tenho um calendário de mesa, cheio de lembretes de abertura e encerramento de aulas, portfólios e fóruns. É comum alguns conteudistas elaborarem avaliações com conteúdos de aula que ainda não foram disponibizadas no ambiente, se o tutor não estiver atento isso pode gerar um grande transtorno e até o comprometimento do rendimento desses alunos. Por isso nós tutores precisamos nos antecipar.
          O espaço que utilizo para o trabalho de tutoria é meu quarto e o meu computador, não consigo me concentrar em qualquer lugar. Como também realizo outras atividades além da tutoria, costumo dividir o tempo, geralmente na segunda, quarta e sábado ou domingo me dedico ao Solar. Diariamente, vejo meus emails e respondo sempre os email de alunos.
         Acho bom a flexibilidade, mas acredito que devemos estipular horários para nós mesmos afim de que seja mais concreta a efetivação desse trabalho, é claro que se for necessário resolver um problema na quarta feira, por exemplo, então trabalho na quinta para compensar. As vezes a internet não está boa, então tenho que arranjar um outro tempo.
         Por isso oriento sempre aos alunos que nunca deixem para participar dos fóruns no último dia, pois assim eles não terão como remediar algum problema de acesso ao ambiente ou da própria internet. Alguns alunos se organizam no tempo e espaço, no entanto a maioria não tem esse hábito, por isso também temos que estar sempre enviando lembretes de atividades que estão perto de se encerrarem, lembretes das datas de encontros presenciais, etc
O tempo de estudo na práxis docente de tutor

Ser ator na EAD é um exercício de cidadania, antes de tudo, pois envolve compromisso com aquilo que se pretende e se propõe a fazer. A EAD exige muita maturidade por parte dos envolvidos, pois é uma modalidade de ensino voltada para quem sabe o que quer. Conciliar estudos e trabalho não é fácil, por isso o aluno EAD precisa compreender as consequências de suas escolhas. 

Dizem que a EAD é para quem não tempo para estudar. Discordo totalmente. Para mim, a EAD é para quem tem um tempo diferente para estudar, ou seja, o escopo de observação muda, concordam? Não ter tempo significa NADA, mas ter um tempo diferente, significa TUDO. O mesmo se aplica aos outros atores da modalidade semi-presencial: tutores, coordenadores, secretários enfim. Participar da EAD é integrar o processo, é fazer parte dele. 

Tal concepção reverbera em nossa postura mediante à EAD, pois nos dá a obrigação profissional e até cidadã de fazer valer nosso status, quer seja de acadêmico, de professor, de coordenador etc. A ideia de que o tempo precisa ser bem gerido, bem organizado e bem pautado sustenta a possibilidade de se fazer ciência, estudos e produções sem estar na presença física de outras pessoas. 

A organização do tempo para quem faz EAD é fundamental, pois é ela quem disciplina nossas leituras e nossos afazeres. Como tutor, organizo meus estudos em dois momentos: antes da disciplina iniciar, quando das reuniões com as equipes de trabalho. Ao ter em mãos o programa de disciplina e a apostila, inicio a leitura e o fichamento dos textos. A partir disso, vou buscando textos extras na net, bem como outros materiais multimodais: vídeos, imagens etc. Essa parte é mais tranquila, porque acontece antes de as turmas começarem.

A outra parte, mais complicada, admito, é a contínua... a que acontece durante toda a disciplina. É mais complicado, porque é quando outras atividades minhas iniciam e preciso me virar nos 30 para conciliar. Aqui, entra o que comentei acima: organização do tempo! Tenho uma agenda e a uso com muita atenção, senão eu mesmo me perco. Marco nela todas as atividades da disciplina e de outras atividades que exerço. Elejo três momentos na semana para acompanhar a turma. Elejo segundas, quartas e sextas como dias de aula. Não crio horários fixos, sempre são nesses três dias, mas, a cada semana, mudo os horários, para contemplar os possíveis horários dos alunos. 

Nos tais dias, visito os fóruns, faço postagens e replico comentários. Envio mensagens particulares, dependendo do caso e respondo e-mails deles. Não há tempo exato nesses dias, porque há dias em que existem muitas mensagens a ser respondidas e comentários a ser replicados no fórum, mas, em outros, não há novidades, isso diminui o tempo, claro. Sendo assim, compenso os dias dependendo da visita anterior. 

Às terças e quintas, concilio as leituras da faculdade com a (re)leitura dos textos da apostila. É inevitável que eu deixe de ler o material, porque direta ou indiretamente ele tem ligações com meus estudos na faculdade, então, é uma leitura que reverbera em dois lados: estudos e trabalho. 

A avaliação de portfólios e avaliações escritas acontecem sempre aos sábados pela manhã. Os alunos são avisados disso no primeiro dia de aula presencial, em cujo encontro combino também de trocarmos mensagens e réplicas de fóruns durante a semana. Sempre brinco com eles dizendo que somos filhos de Deus e precisamos descansar, todos, eu e eles. Assim, combinamos de mandar mensagens durante a semana e deixamos os sábados e domingos livres. Exceto em assuntos muito importantes, trocamos mensagens. 

Com isso, faço o acompanhamento deles regularmente, durante a semana. Não me sobrecarrego, porque tudo fica combinado com os alunos previamente. Como realmente sigo minha agenda, eles entram no ritmo. É óbvio que percalços surgem, mas eles vão sendo resolvidos no decorrer do curso. Quando mudanças precisam acontecer, elas acontecem! Como camaleões, nos adaptamos de acordo com as realidades apresentadas, o que não muda e nem pode é o compromisso com a educação de qualidade, afinal, nossos alunos são acadêmicos de uma das melhores e maiores universidades do Norte/Nordeste, então, eles precisam honrar o brasão que carregam no peito. 


A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO DESTINADO AOS ESTUDOS



A organização do tempo destinado aos estudos.

Um dos assuntos bem presentes nas nossas conversas é a importância da organização do tempo destinado aos estudos por parte do aluno e também do tutor no acompanhamento da turma. Esta organização não é uma tarefa fácil, já que estamos falando de pessoas que atuam em diferentes contextos e guiam suas ações por imagens sedimentadas culturalmente e que, muitas vezes, precisam ser reconstruídas.
Todos nós já ouvimos a afirmação “na EAD o aluno aprende sozinho e deve  conduzir de forma autônoma o processo de aquisição de conhecimento”. De fato isto deveria ocorrer, mas nem sempre ocorre.
Creio que uma dos entraves para que o aluno desenvolva a autonomia nos estudos é a imagem que ele tem do “professor”: aquele que ensina, mestre. Por outro lado, o professor acredita que todos os conteúdos necessários para o aluno naquela disciplina já estão disponíveis no ambiente virtual e na internet, esquecendo que ainda é tarefa do tutor orientar o aluno na apropriação do conhecimento, tarefa que só se realiza através da interação aluno/tutor/turma, numa parceria cognitiva.
Para firmar uma boa parceria com a turma ou com um aluno, individualmente, o tutor precisa compreender que sua função é orientar o estudo e a aprendizagem, buscando a autonomia de cada estudante. Por isso, em alguns casos, o papel do tutor é mais importante do que o material disponível  no ambiente virtual.
Acredito que para ser tutor de um curso a distância, o profissional precisa da  inteligência interpessoal, que, segundo Gardner, é  a capacidade de perceber e fazer distinções no humor, intenções, motivações e sentimentos de outras pessoas.
Concluo afirmando que só compreendendo o contexto de cada aluno, poderemos auxiliá-lo nos estudos e na elaboração de tarefas, sem deixar de lado a aprendizagem e a formação de bons profissionais.

Vanda Tereza

domingo, 19 de maio de 2013

O TUTOR E A INTERATIVIDADE NO USO DO TEMPO E ESPAÇO EM EAD

As transformações sociais tem impulsionado mudanças e quebra de paradigmas na vida das pessoas, o que exige também aperfeiçoamento profissional para acompanhar a evolução e interatividade de um mundo globalizado. Com a escola também não é diferente, Os profissionais da educação precisam se aperfeiçoar para acompanhar e atender a demanda de crianças, adolescentes e jovens que no dia-a-dia entram em contato com as tecnologias e já não querem ser passivos no processo de ensino e aprendizagem. É nessa perspectiva de avanços tecnológicos que o professor precisa urgentemente mudar sua prática pedagógica e aprender a aprender a usar as ferramentas disponíveis para enriquecer suas aulas e aprimorar o fazer pedagógico. Sabemos que muitos ainda são resistentes e vêem com insegurança esses avanços, pois, devido o processo de formação, acreditam que o professor poderá ser substituído pela tecnologia, no entanto, nos textos lidos, vimos que o professor é essencial em qualquer modalidade de ensino para mediar e interagir com o aluno. Na modalidade de EAD, o tutor tem um papel significativo nessa interação com o aluno, sendo essencial construir uma relação de confiança mútua, já que toda comunicação,com exceção dos encontros presenciais acontecem online. Tomando como ponto de partida essa interatividade que acontece entre o tutor e os alunos na modalidade EAD, é imprescindível,portanto que seja observado o perfil desse aluno, uma vez que a maior parte deles são adultos trabalhadores com uma rotina muitas vezes exaustiva, com pouco tempo para utilizar ou acessar o AVA para realização das atividades. Isso, sem esquecer de muitos também não tem tecnologias em suas casas e dispõe delas apenas no trabalho ou nos pólos. Diante disso, é necessário que o tutor mantenha contato com os alunos e busque organizar junto com eles um cronograma de horários para as atividades, mesmo que no próprio ambiente virtual já tenha, pois, cada um diante de sua especificidade, pode agendar seu tempo e espaço e assim construir seu processo de aprendizagem. Penso que cada tutor sabe das suas responsabilidade e tem como meta a eficácia e excelência no seu trabalho, e, isso, exige e perpassa por um olhar atento e cuidadoso com aqueles que interagem no curso ou disciplina em que ele está atuando, daí, ser cada vez mais importante sua disponibilidade e agilidade para interagir no ambiente virtual. Jane Mary

sábado, 18 de maio de 2013

Explorando o Tempo e o Espaço na EAD



Explorando o Tempo e o Espaço na EAD

Trabalhar o tempo e o espaço na EAD é bem diferente de trabalhar tais elementos na educação presencial. Não há um espaço físico e um tempo rígido para que ocorram as aulas. A troca de informações, nessa modalidade de ensino, ocorre fora das fronteiras da escola. Isso faz com que repensemos alguns conceitos tradicionais, como os de aula, aprendizagem e educação, tão vinculados ao espaço escolar.

Como o tempo e o espaço não são únicos, nem rígidos e muito menos absolutos como ocorre na Educação padrão, presencial, podemos explorar esses elementos com certa liberdade de escolha e de acordo com nossas possibilidades. 

Em geral, nos AVA, para cada curso há um cronograma que deve ser seguido. No Solar, cada disciplina tem suas datas fixadas. Assim, cada aula fica disponível por determinado espaço de tempo que deve ser respeitado tanto pelos tutores quanto pelos alunos. Dessa forma, podemos organizar nosso tempo para interagir no fórum da aula, marcar os chats ou videoconferências, quando previstos na aula, tirar as dúvidas, etc. 

Como tutora, acesso o ambiente quase todos os dias para ver se há mensagens. Quando há alguma, respondo de imediato. Nos fóruns, busco interagir em dias alternados. Os chats, procuro marcar com antecedência, em geral, no início da disciplina para que os alunos se programem para participar. Eles ocorrem em dias e horários diferenciados e, para cada chat, marco dois dias e dois horários para que a maioria dos alunos possa participar. Os trabalhos de portfólio são corrigidos logo após a data final da postagem e as notas divulgadas.  Em relação ao espaço, acesso o Solar, em geral, de casa.  Enfim, busco organizar o tempo entre as atividades do Solar e as demais, de forma a conseguir desempenhá-las bem.

Como sugestão de leitura sobre esse tema, segue um link de um artigo: http://www.secult.salvador.ba.gov.br/SITE/documentos/espaco-virtual/espaco-edu-com-tec/publicacoes/tempo%20espaco%20e%20sujeitos%20da%20educacao%20a%20distancia.pdf