quarta-feira, 26 de junho de 2013

Os Pilares da Educação de Paulo Freire

Paulo Freire é considerado um ícone do pensamento educacional tanto no Brasil quanto no exterior. O teórico destaca a importância do diálogo e dos saberes para as práticas educativas, concebendo a educação como um ato de pensar crítico sobre a realidade dos homens. Através dos cinco pilares da educação (amor, humildade, fé nos homens, esperança e o pensar crítico), estabelecidos por Freire, é possível refletir sobre nossas práticas educacionais, problematizando-as e pensando em ações que possam nos auxiliar no aprimoramento das mesmas. Analisando estes pilares dentro do contexto da EaD, buscar-se-á refletir sobre como se dá esse diálogo no ambiente virtual de aprendizagem. O primeiro pilar é o “amor”, e este é de fundamental importância para o estabelecimento do diálogo entre o educador e o educando. Quando se tem este sentimento de amor ao mundo e ao próximo, a ação profissional fica muito mais fácil e gratificante. É importante ressaltar que, como afirma Paulo Freire, o amor se contrapõe à dominação, esta que muitas vezes teima em imperar no ambiente educacional por parte dos professores. Na EaD pode parecer mais difícil a aplicação deste primeiro pilar, devido às poucas aulas presenciais, porém os laços que são criados virtualmente também possibilitam a existência do “amor” entre alunos e tutores. O segundo pilar é a “humildade”. Este também apresenta uma grande importância no que concerne ao bom diálogo na educação. Afinal, como pode haver diálogo se o professor/tutor se mostra arrogante e superior? Este pilar no ensino à distância se aplica quando o tutor se disponibiliza, por exemplo, a conversar e a tirar as dúvidas de seus alunos, deixando-os à vontade e seguros. Ninguém é detentor de todo o conhecimento, portanto, o educador precisa estar ciente de que ensinar também é aprender. Assim, através da humildade, o processo de ensino e aprendizagem acontece com uma maior fluidez. Chegando ao terceiro pilar, temos “fé nos homens”. Este já se explica por si só. É impossível estabelecer um diálogo com seus alunos se você não acredita no potencial que eles têm. Na EaD, este pilar é essencial, pois esta modalidade de ensino é vista por muitos como inferior e irrelevante, então os alunos costumam se sentir desprivilegiados devido ao preconceito que circunda o ensino a distância, assim, cabe aos tutores deixarem claro para seus alunos que eles não são inferiores e mostrar para eles que tem fé nas suas capacidades. A “esperança” é o quarto pilar. É interessante a seguinte citação: “Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.” Realmente, a prática educacional necessita de uma boa dose de esperança, pois diante de tantas problemáticas que são enfrentadas diariamente, este pilar tem a função de fortalecer os que estão desanimados, fazendo-os acreditar nas melhorias e lutar por elas. Sem esperança é difícil manter um diálogo no âmbito da educação. Por fim, tem-se o quinto pilar que é o “pensar crítico”. Este pilar é o responsável pelo estabelecimento da reflexão nas práticas educacionais, ou seja, o professor/tutor precisa despertar em seus alunos um pensamento crítico, ensinando-os a não aceitarem tudo que lhes é apresentado sem questionarem. Cidadãos pensantes são aqueles que refletem sobre o mundo ao seu redor, sendo capazes de reivindicar quando não concordam com algo. Os alunos da EaD também precisam sair dos “muros do ambiente virtual” e compartilhar deste quinto pilar. Muitos alunos da Educação a distância se acomodam somente com os textos e materiais que lhes são disponibilizados no ambiente virtual e deixam de pesquisar em outras fontes, limitando, assim, a sua reflexão e o seu pensar crítico. Para evitar isso, fica a cargo dos tutores estimularem seus alunos a uma pesquisa mais abrangente e a uma maior criticidade. Vistos sinteticamente os cinco pilares da educação de Paulo Freire, foi possível perceber que eles se aplicam indiscutivelmente às práticas da Educação a Distância. O diálogo no ambiente virtual também precisa estar pautado no amor, na humildade, na fé nos homens, na esperança e no pensar crítico para que possa haver uma boa interação entre os sujeitos que compõem as práticas pedagógicas (professor e aluno), facilitando e dando sentido ao processo de ensino e aprendizagem. Kedma J. F. Damasceno

DIÁRIO DE BORDO – Aula III

Conheci Paulo Freire e sua Pedagogia do oprimido na graduação em Letras, antes de começar a dar aulas. A identificação entre os cinco pilares da educação e as minhas concepções acerca da profissão docente foi imediata. Iniciando minha atividade docente, percebi o quanto seria difícil colocá-los em prática em uma sociedade em que o amor, a humildade, a fé nos homens, a esperança e o pensar crítico estão cada dia mais escassos. O discurso que continua prevalecendo nas salas de aula é o da imposição de respeito pelo medo, da supremacia do saber acadêmico, da educação bancária, da unilateralidade do conhecimento. Minha primeira experiência foi como professora de um laboratório de redação em uma instituição de ensino privada. Quando se trata de escolas dessa natureza, salvo raras exceções, a conduta esperada por parte do professor é exatamente a tradicional e produtivista. Embora em meio às dificuldades, resisti contra tal postura, buscando sempre o diálogo franco e aberto, sem qualquer espécie de dominação, com humildade e disposição de compartilhar o que sei e de aprender, com meus alunos, o que ainda não conheço. Minha preocupação era com o desenvolvimento da percepção deles acerca do mundo, a fim de constituírem um pensar crítico e solidário, marcado pela minha fé nos homens e pela esperança de se construir uma sociedade mais justa. Os temas abordados em minhas propostas de redação proporcionavam sempre reflexões dos problemas sociais. Ao ingressar na Rede Pública de Ensino, mantive minha postura e meu compromisso, visando o objetivo citado. Percebi o quanto nossa classe ainda conta com profissionais distantes dessa visão, adeptos da dominação, sem enxergarem que eles mesmos sofrem as consequências de não levarem em conta os cinco pilares de Paulo Freire. Sem afeto, não há interesse por parte dos alunos, consequentemente, não há aprendizado nem a formação de um sujeito capaz de buscar uma sociedade verdadeiramente igualitária ou menos desigual. Muitos de meus colegas reclamam de seus salários, mas, infelizmente, perpetuam, por meio de sua postura em sala, o sistema que lhes impõe tamanha arbitrariedade. Nesse ponto, ganha notoriedade a nossa responsabilidade, como professores da UFC Virtual, na formação de docentes cuja postura seja coerente com uma renovação social e política da qual necessitamos, e a melhor forma de repassar aos nossos futuros professores esses valores é por meio do exemplo. Sejamos, portanto, exemplo de humildade, amor, fé nos homens e de esperança numa sociedade justa, por meio da aproximação, da tolerância e do respeito aos nossos alunos. Renata Aguiar Nunes

quarta-feira, 19 de junho de 2013

As lições de Paulo Freire e a EAD



A pedagogia de Paulo Freire revolucionou o modo de se pensar educação. Ela atravessa décadas e aponta, com assombrosa atualidade mesmo em dias de novos conceitos (como educação semipresencial, e até não-presencial), caminhos para a lida docente.
            São cinco os pilares freirianos: Amor, Humildade, Fé nos Homens, Esperança e um Pensar Crítico. E um desafio moderno: trazê-los à proximidade da EAD. 
            Em Freire, fazer pedagogia é dialogar, e todo diálogo pressupõe amor. Assim, o ensino, seja em qualquer plataforma, só pode ser realizado quando estabelecidas condições amorosas para tanto. É a postura dos corpos docente e discente que vai ditar o sucesso dessa mesma relação. Essas condições amorosas são frutos dos outros pilares principais.
A começar pela Humildade, sem a qual, explica o eminente professor, não se pode alcançar o diálogo. Não é possível, por exemplo, dialogar com um aluno semipresencial alienando ignorância, isto é, partindo sempre do pressuposto de que é ele quem está enganado, confundindo textos, postando informações equivocadas, sendo incoerente aos questionamentos deles. É a Humildade que questiona: “talvez eu não tenha entendido o que ele disse”. Questionamento, aliás, que constrói.
E a mesma Humildade só pode ser alcançada com Esperança e Fé nos homens. Nenhum professor pode omitir-se a isto: fé de que o aluno pode sempre conseguir mais, tentar mais, construir mais e esperança de um dia vê-lo conseguindo mais, tentando mais e construindo mais. Esperar é, para Freire, lutar pelo resultado que se pretende. Por exemplo, na EAD é imprescindível se aproximar de um determinado aluno e buscar dele, por estímulos ou por questionamentos, mais.
            E por fim, o Pensar Crítico é crucial quando aliado à Humildade e à Esperança. Nem sempre os alunos terão os mesmos pontos de vistas dos seus professores. Cabem a estes segundos separar o que é subjetivo, com Humildade de aceitar novas propostas e idéias, e o que é objetivo (correções pontuais em erros que independem de teores opiniosos), lutando para (esperando) que ele sempre consiga construir sua identidade com mais destreza e potência.
Fonte: FREIRE, Paulo
Pedagogia do oprimido, 17ª. Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.         

OS CINCO PILARES DE PAULO FREIRE E A TUTORIA NA UFC

Muito temos estudado os conceitos de Paulo Freire e consequentemente é um dos estudiosos da pedagogia mais citados e seguidos (pelo menos no discurso). De acordo com Paulo Freire os cinco pilares que devem nortear a educação são: amor, humildade, fé nos homens, esperança e, um pensar crítico. Embora, todos os pedagogos conheçam tais princípios, ainda presenciamos atitudes que contrariam, sobretudo, a humildade, no que diz respeito ao trato com os alunos. Trazendo para o nosso curso e atuação, devo citar que estou a três anos trabalhando na tutoria da UFC e já atuei em seis polos, sendo que todos sem exceção reclamam da arrogância no comportamento de alguns tutores na prática de tutoria. Muitos se apresentam como professores da UFC, o que não é verdade, a fim de demonstrarem poder e altivez com o intuito de controlar os alunos. Essa prática vem sendo um dos motivos para o crescimento da evasão, desistência dos cursos. É necessário perceber que muitos dos alunos que ali estão são professores leigos há anos e muito têm para nos ensinar de prática de sala de aula, eles não têm o diploma, mas possuem experiência, merecem respeito. Para que se faça um trabalho bem feito, a meu ver, é preciso ter amor, fazer com amor. Caso contrário o trabalho se tornará um pesado fardo. No nosso caso, gostar de viagens, internet, informática, da disciplina que leciona, e principalmente de gente. Sabemos das dificuldades que os alunos dos cursos EAD enfrentam e com os alunos dos cursos semipresenciais da UFC não seria diferente. São alunos em sua maioria, professores de 40h semanais de trabalho, que ganham pouco e sem tempo para dedicação ao estudo e ainda moram longe dos polos, promovendo a dificuldade de acesso aos Polos nos dias dos encontros presenciais. Desta forma têm dificuldades na execução das atividades e no comparecimento aos encontros presenciais, o que ocasiona a reprovação por notas ou faltas, outro motivo de desestímulo e evasão. Entretanto, não podemos perder a fé na capacidade deles, não podemos perder a fé na qualidade de nossas aulas, não podemos perder a fé na aprendizagem eficiente dos alunos. Temos que acreditar no projeto e fazer valer a pena. E é aqui também onde entra a esperança de uma educação mais prazerosa, mais motivadora e com pelo menos o mínimo necessário para que colaboremos com professores possuidores de diplomas que irão refletir na prática e no sucesso das salas de aula e no profissional dos alunos favorecidos. Ter esperança que os alunos dos cursos semipresenciais da UFC serão profissionais qualificados e ter esperança de uma educação de inclusão, para todos, sem distinção, sem distância. Porém, não é porque os cursos EAD repassam mais autonomia ao aluno em detrimento aos professores-tutores que iremos deixar relaxar na organização, na exigência do mínimo necessário para obter o diploma. Somos responsáveis pela formação de cidadãos críticos e para se adquirir ‘criticidade’ no sentido eficiente da palavra é imprescindível que tenhamos postura para isso, ou seja, temos que ser exemplos. Isso implica em cumprir com nossos deveres com transparência e exigir que os alunos também cumpram com os deles. Costumo dizer que criticidade é algo que contagia. Um pensamento crítico se constrói com a convivência, com os exemplos, com a leitura, com o exercício da opinião. Os fóruns do SOLAR são ambientes favoráveis para a prática do pensamento crítico e devemos incentivar o uso. Podemos trabalhar na educação sem os cinco pilares de Paulo Freire? Certamente que sim! Mas, sem dúvida, por um curto espaço de tempo. Fortaleza, 17 de junho de 2013. Janiéles Araújo Neres

terça-feira, 18 de junho de 2013

Pilares de Paulo Freire

Amor Paulo Freire equipara amor e diálogo. Ao relacionarmos essa comparação com a nossa atividade de tutoria, julgo que devamos, primeiramente, ter amor à profissão e que, quando isso ocorre, o dialogo amoroso no qual há sujeitos e não dominador e dominados se processa. Na nossa prática, ouvimos alguns relatos de alunos que se sentem inferiorizados por serem do interior, preconceito que, segundo eles, é fomentado por alguns tutores. Entretanto, não é essa a lição de Paulo Freire, mas que “ONDE” quer que estejam estes oprimidos, o ato de amor está em comprometer-se com sua causa. A causa de sua libertação”. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 45, 1987. Humildade O pilar “humildade” está diretamente ligado ao amor e ao diálogo, pois, se aquela não existe, não há como o tutor ter amor e estabelecer um diálogo com os seus alunos, independentemente de onde aqueles estejam. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 46, 1987. Fé nos homens Paulo Freire ensina também que não há como haver diálogo se não tivermos fé, se não acreditarmos que o nosso aluno pode aprender, independentemente do local que ele resida, da sua cor, religião etc.. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 46, 1987. Esperança O pilar esperança está relacionado à ação. Desse modo, na tutoria, temos que agir para que o alunos não perca a esperança de aprender e para que não nos desetimulemos e nem desestimulemos a eles de que dias ainda melhores virão na educação a distância. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 47, 1987. Pensar Crítico Quanto ao pensar crítico, que Paulo Freire também chama de verdadeiro, quebra com a dicotomia entre homens e mundo e advoga em favor da solidariedade entre ambos. Nesse sentido, podemos pensar que apesar de todos os reveses da educação e da educação a distância, muitas vezes também agimos em favor daquela última, transformando vidas, pessoa e situações. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, p. 47. Maria das Dores

TEMPO E ESPAÇO NA TUTORIA

No que concerne ao tempo nas atividades de tutoria, tento aproveitá-lo nos encontros presenciais, iniciando e concluindo as atividades da forma mais pontual possível para seja possível fornecer explicações mais detalhadas sobre os conteúdos que exigem maior aprofundamento. Para que esse planejamento se cumpra, é necessária uma organização antes da viagem a qual inclui buscar informações sobre distância do pólo, possíveis transportes para se chegar lá, distância da pousada e disponibilidade do material didático a ser utilizado. Na sala virtual, passo para os alunos todo o cronograma da disciplina e, a cada nova semana, envio mensagem com lembrete dos prazos. Tento participar algumas vezes do fórum no decorrer do tempo estabelecido e antes do encerramento, quando as participações se avolumam. Quanto às correções, procuro fazê-las ao final de cada semana, mas nem sempre isso é possível. Maria das Dores

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Diário de Bordo (Os cinco pilares e a Ead )

Trabalhar com EAD é sempre instigante, pois sempre somos surpreendidos por novidades, sejam elas boas ou ruins, e desse forma, temos que ser criativos, responsáveis e principalmente conscientes de nossas atitudes, pois quando lidamos com seres humanos e principalmente  aqueles que são conhecedores de seus direitos, devemos seguir esses passos para que o trabalho docente se estabeleça de forma eficaz. Partindo desse ponto de visa, considero muito importante os elementos da dialogicidade de Paulo Freire para o fazer educacional. A teoria dos cinco pilares segundo  Paulo Freire que foi discutido em nossa terceira aula nos leva a uma reflexão mais aprofundada sobre nosso papel como profissional da educação dentro e fora da EAD. É importante perceber que os cinco pilares, Amor, Humildade, Fé nos Homens, Esperança e um Pensar crítico fazem parte da educação  dialógica e diálogica. Faz-se necessário ressaltar que esses pilares funcionam não só no mundo educacional, mas tamém em uma prática social.

A partir desse estudo, começamos a pensar como utilizar esses cinco pilares na EAD e chegamos aos seguintes pontos: primeiro tendo por base que a EAD possui um caráter  mecânico e distante ou como apresenta no texto: Dialogicidade em práticas interativas da área de exatas "distância transacional" entre docente e discente, percebemos a necessidade de uma aproximação entre esses dois indivíduos para que através dos vínculos a aprendizagem se torne eficaz e para que isto aconteça faz-se necessário que ambos, alunos e professor, tenham amor pelo o que faz; Segundo, quando trabalhamos com seres humanos, devemos sempre nos colocar no lugar do outro, pois quando um professor esquece que um dia foi aluno e se coloca acima de todos os seus alunos a prática educacional se torna desgastante e consequentemente foge a  todas as teorias de uma pedagogia crítica, por isso a importância da humildade dentro do meio educacional; terceiro nós como educadores não devemos perder a fé nos homens e muito menos a esperança, pois a nossa classe já atravessou diversas dificuldades para conseguir o que emos hoje por direito e com as novas luas e engajamentos estudantis iremos conseguir muito mais, porém se perdermos a fé e a esperança a educação sofrera um declínio devastador; quarto e último o pensar crítico é o mais presente e consciente dentro das universidades e na EAD, pois é através dele que desenvolvemos todo nosso trabalho docente e através dele que vivemos de forma digna dentro de nossa sociedades. Através do que expusemos acima, concluímos que os cinco pilares de Paulo Freire são importantes em nosso fazer educacional e amém em nossa vida social e que os cinco caminham juntos. 

Gezilane Lima




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Os cinco pilares e a Ead

Na nossa prática docente é essencial reconhecer suas particularidades, seus desafios. Trabalhar com seres humanos, participar na aprendizagem de outros é extremamente recompensador, mas também complexo. 

Quando atuamos na Ead, o processo de ensino-aprendizagem é bastante peculiar. Os cinco pilares citados por Paulo Freire e discutidos durante nossa aula 3 são significativos para uma reflexão sobre nosso papel como tutores/professores.  Amor, Humildade, Fé nos Homens, Esperança e um Pensar Crítico. É importante perceber que esses pilares estão ligados à Educação dialógica e diálogo. 


Não podemos estabelecer um diálogo sem ter amor, sentimento de caloroso apego pessoal e de profunda afeição por outro.  Esse amor também deve ser guiado por princípios que regem nossa atuação. Princípios como justiça, igualdade, respeito. Não queremos dominar, constranger. Como tutores, devemos estabelecer um contínuo diálogo com nossos alunos, precisamos criar um vínculo com eles, desenvolver um ambiente propício para a aprendizagem. É interessante como esses pilares estão interligados; pois, para desenvolver uma postura assim, é preciso ter humildade.

Mas o que envolve ser humilde? Ausência de orgulho ou arrogância; despretensão. Não se trata duma fraqueza, embora muitos pensem assim. Devemos ter bem em mente que o conhecimento é construído. Na nossa sala de aula, podemos e devemos aprender com nossos alunos, ter uma postura de cooperação. Não somos os detentores do saber. Por isso é muito importante ter fé nos homens e esperança

Inicialmente pode parecer algo utópico, ter fé nos homens, esperança. É curioso saber que, em alguns contextos, o sentido do termo grego el·pís (esperança) é “expectativa de algo bom”. Não é exatamente disso que precisamos? Como educar ser ter fé e esperança? Não consigo separar esses dois pilares e vejo que eles são úteis, principalmente quando encontramos problemas durante nossa tutoria.  Também precisamos desenvolver em nossos alunos um pensamento crítico. Não devemos ter uma atitude de dominado, aceitar as coisas de forma passiva sem questionar, refletir. Tanto nós como professores como nossos alunos devemos cultivar esse pensar crítico. Como educar sem questionar, sem refletir, ser se posicionar?

Felizmente temos algumas ferramentas no nosso ambiente virtual para desenvolver esse pensamento, nossos fóruns são uma excelente oportunidade para estabelecer esse diálogo crítico. Sabemos que o ensinar é muito difícil, mas quando estabelecemos critérios, temos pilares que nos guiam, esse exercício pode ser e é gratificante. Costumo usar a seguinte frase: "Nem sempre podemos mudar nossa situação, mas podemos mudar nossa atitude".
Sim, procuro ter sempre uma atitude positiva sobre nosso papel como professores/tutores.









terça-feira, 11 de junho de 2013

O DIÁLOGO COMO FATOR PREPONDERANTE PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Inicio essa atividade citando Freire: “Não há saber mais, nem saber menos, há saberes diferentes.”, como ponto de partida para que possamos enquanto educadores refletir nossa prática pedagógica, buscando impregná-la de sentido para que a mesma possa favorecer uma relação dialógica entre os envolvidos no processo ensino e aprendizagem. Nesse sentido Freire sempre orientou que nas atividades realizadas nos grupos seria muito interessante o desenvolvimento através do Círculo de Cultura, pois,através dessa metodologia todos envolvidos no processo estão na mesma posição, o que favorece uma relação dialógica entre iguais, que buscam nas discussões chegar a um consenso. No Círculo de Cultura os saberes dos que estão no grupo são respeitados e valorizados, e, todos tem direito de voz e vez. O Círculo de Cultura rompe com a uniformidade, com o coletivo submisso,bem como com a fragmentação e o individualismo, uma vez que trabalha com a relação entre pares, que partilham diferentes opiniões e compreensões, mas coletivamente buscam a construção de soluções. Mesmo nas atividades em EAD quando não temos o contato presencial, percebe-se que no fórum e no chat essa metodologia é trabalhada, pois, todos os alunos interagem virtualmente e expõe idéias e propostas,o que torna a atividade rica e com visões diversas e plurais. É nesse contexto que o tutor desempenha um papel importante, pois, mesmo sem a atividade ser presencial, mas a distância, nos momentos interativos ele contribui para o aprendizado do alunado. Pensar na pedagogia freireana, é, ter um olhar diferenciado para o educando, buscando partir da sua realidade, sem esquecer de enriquecer os saberes necessários para a sua formação como cidadão. As contribuições de Paulo Freire para uma prática educativa dialógica,possibilita um processo ensino-aprendizagem dinâmico e interativo,onde, todos os envolvidos constroem e reconstroem conhecimentos, num sentido multidimensional. É partindo dessa compreensão, que os cinco pilares de comunicação segundo Paulo Freire, que estão no livro Pedagogia do Oprimido, vem humanizar e romper com a idéia de que o professor é o detentor do saber e de que o aluno apenas deve receber os conhecimentos. Na EAD esses pilares já são trabalhados nas atividades que são desenvolvidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem, uma vez que o tutor mesmo não conhecendo os alunos, busca orientá-los para que durante o curso ele possa realizar de forma significativa suas atividades.Os pilares são desencadeados durante os vários momentos do curso, onde observamos : AMOR tem um significado especial na relação tutor-aluno,e,só acontece através do diálogo, que rompe barreiras e promove a troca mútua de saberes, onde cada um contribui para o crescimento do outro. Isso pode ser visto quando há um incentivo mesmo que através de e-mail para que o aluno realize as atividades, ou quando não cumpre prazos é lhe dado chance de recuperação. HUMILDADE surge diante das necessidades que surgem durante o percurso do curso, onde o tutor sugere idéias ou caminhos para que o aluno possa compreender as atividades, ou quando o aluno busca ajuda por não ter condições ou está em dificuldades para a realização dessas atividades. A humildade é portanto, um princípio essencial entre o tutor e o aluno , na superação das adversidade e busca de sua superação. FÈ NOS HOMENS é a certeza de cada aluno é singular, tem seu ritmo de aprendizagem, e que através do diálogo podemos ajudá-lo na conquista do que ele acredita. É possibilitar meios para que ele possa construir seu espaço de inserção no mundo. ESPERANÇA parte da perseverança. do buscar mudar o que está posto. Nesse sentido o tutor tem um papel significativo, pois, ele pode incentivar o aluno na busca de melhorar seu aprendizado, mostrando-lhe que ele é capaz e tem potencialidades que devem ser desenvolvidas. PENSAR CRÌTICO na EAD esse pilar aparece constantemente, quando nos fóruns e demais atividades o tutor propõe ações didáticas que levam o aluno a pensar criticamente e discutir seu ponto de vista, trocando idéias com os colegas. Vejo também que o pensar crítico é busca incentivar esse aluno a refletir no que está posto, dando-lhe condições de transformar e reconstruir significativamente sua aprendizagem. Jane Mary

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Onde foram parar o AMOR, HUMILDADE, FÉ NOS HOMENS, ESPERANÇA e, o PENSAR CRÍTICO?



A primeira coisa que lembro sobre a palavra “amor” dentro do ambiente escolar, são das semanas pedagógicas onde gestores tentam incutir na cabeça de professores que devemos fazer e aguentar tudo “por amor”. Se somos mal pagos, não tem problema pois ensinamos    “por amor. Uma pena que um homem tão nobre como Paulo Freire tenha tido suas ideias, deturpadas e repetidas de maneira equivocada e descontextualizada , virou até moda!!
O amor a que Paulo Freire se referia era um amor maior, um sentimento de solidariedade ao próximo, amor que constrói, amor que anda junto. Amor que grita e denuncia as injustiças sociais, amor que ensina a pescar, em vez de dar o peixe.  Só conhece esse amor quem é humilde, quem sabe que pode aprender com o outro, quem sabe que cada um de nós tem seu valor e quem acredita que todo homem tem a capacidade de ser melhor, desde que lhe seja dada essa oportunidade. Foi nisso que ele acreditou, e a sua esperança deixou sua obra como legado. Legado esse que infelizmente, poucos sabem praticar.
Imaginem vocês como seria esse país se a educação tivesse seguido os verdadeiros preceitos freirianos? Se a educação fosse vista como o caminho para a autonomia do indivíduo como um todo, hoje os brasileiros não seriam vítimas da banalização da violência, da corrupção, dos desmandos políticos. Um homem que aprendesse pensar não aceitaria os apelos fundamentalistas das religiões, não aceitaria o fortalecimento absurdo dos preconceitos(disseminados na música, na programação de TV, nos modismos e atitudes), das injustiças com índios, mulheres e outras “minorias” que estão perdendo os direitos garantidos pela Constituição de 1988. Não estaríamos vivendo numa nação que priva o homem de aprender a pescar, mas que pousa de boazinha dando esmolas a sua leva de miseráveis.

OS CINCO PILARES DA EDUCAÇÃO DE PAULO FREIRE NA PRÁTICA DA EAD

O Amor

Sim, o amor é essencial ao educador. Considero a profissão de professor especial e penso que para abraçá-la, o profissional tem que amá-la. Não consigo imaginar um bom professor que não goste do que faz. Acredito que os professores têm uma função, um papel importante na formação das pessoas. Até hoje, lembro-me de professores que fizeram diferença na minha educação e os admiro: o que esses professores tinham em comum? Amavam o que faziam. Da mesma forma, quero ser lembrada por meus alunos. Gosto da interação, gosto de olhar nos olhos do aluno e vê-lo descobrir algo. No contexto dos cursos semipresenciais, aproveito a proximidade dos encontros presenciais para ter este contato mais visual. Porém, como a carga horária maior é à distância, procuro amenizar a falta deste contato por meio da comunicação nas mensagens, nos fóruns ou nos chats, em consonância às afirmações da Profª. Priscila Barros: “Sentimentos de afetividade também podem ser praticados em trocas comunicativas da EaD.”  E nessa comunicação, penso que seja fundamental usar as saudações iniciais e finais, dirigir-se ao aluno pelo nome, servir-se dos recursos paralinguísticos e acompanhar com frequência as mensagens.  

Humildade

Conforme elucidam os textos de nossa aula, a ‘humildade’ está intrinsecamente ligada à noção de diálogo. Sem sombra de dúvidas, nós professores não podemos nos colocar na posição de detentores do saber, nem classificarmos nossos alunos como ‘depositários’. Deve haver uma troca, temos que entender que, apesar de termos caminhado um pouco mais do que nossos alunos, não somos senhores do conhecimento. Além do mais, realmente o ensino unidirecional não é tão produtivo, como o trabalho baseado no diálogo, na construção coletiva do conhecimento. Como aluna, na faculdade, tive dois professores que trabalhavam de forma completamente diferente um do outro. O primeiro, professor de ‘Psicologia da Educação’ me ensinou o que não devo fazer: ele dizia que o professor não podia ministrar uma aula unidirecional, na qual o professor fala e os alunos escutam, deveria haver uma interação... Bem, ele falava..., mas sua prática como professor era oposta a sua teoria. Não podíamos interrompê-lo, perguntas – só no final da aula, nos cinco minutos finais. O conteúdo de suas provas eram questionários com as respostas dele. Era só decorar e tirar 10,0! Desculpem-me, mas era absurdo. A segunda foi minha professora de Estágio em Ensino de Língua Portuguesa, sua aula era depois do almoço – 13:30, na ‘hora do sono’.  Não obstante, tratava-se de uma aula tão dinâmica que era impossível não se envolver. Partindo da nossa leitura prévia, a professora “extraía” o máximo de conhecimento que podia dos alunos e, partindo daí, ministrava sua aula sempre em interação constante. Sua criatividade era contagiante. Competente, foi-nos excelente orientadora de estágio. Essa prática dialógica encontra espaço mais do que propício na EAD. Basta destacar, por exemplo, a ferramenta do ‘Fórum’. O nome já diz: fórum de discussão. É nesta sala de aula virtual que devemos trocar saberes com nossos alunos. É claro que para tanto é fundamental, da nossa parte como tutores, uma postura de orientadores, mediadores, instigadores. Temos que acompanhar e estimular nossos alunos. Por outro lado, os alunos devem corresponder ao estímulo.   

 

Fé nos homens

Com toda propriedade, o texto de Barros e Castro identifica a aproximação deste pilar com o anterior, uma vez que de nada adianta ter humildade, se não se tem fé no próximo. Chamou-me a atenção, especialmente, a frase: “Fé na sua vocação de ser mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direito dos homens”. Entretanto, nem sempre é fácil manter esta fé forte e presente, principalmente dependendo do desempenho do aluno. Esta fé não pode, de forma alguma, ser passiva, ilusória. Que todos têm vocação, não há dúvida. Contudo, quantos realmente estão dispostos a trabalhar para atingir suas metas? Nossa função é incentivar, acreditar... Mas o aluno tem que querer, ter fé em si mesmo e agir.

 

Esperança

Assim também, como assevera Freire, a esperança tem seu respaldo na luta. Se não há esforço, não há o que se esperar. Acredito ser importante conversarmos com nossos alunos sobre seus objetivos, incitando-os a alcançá-los e enfatizar que para isto deve-se ter uma esperança comprometida e focalizada. Muitos alunos queixam-se de não dar conta das tarefas porque fazem ‘mil coisas’ ao mesmo tempo. Com base no bom senso e no ritmo de cada um, costumo aconselhar a análise dos compromissos assumidos. Afinal, como diz o ditado, não se pode abraçar o mundo...

 

Pensar Crítico  

“Requisito indispensável à educação dialógica”. Indubitavelmente, o pensar crítico deve fazer parte do diálogo, da educação seja ela presencial, semipresencial ou à distância. Todos nós temos que ser questionadores, temos que refletir acerca do conhecimento que apreendemos no nosso dia-a-dia. Sobre este ponto, achei interessante a colocação de alguns de meus alunos em um dos fóruns de Literatura Brasileira. O tema do fórum envolvia uma discussão existente no meio acadêmico acerca de quando surgiu a Literatura Brasileira (na verdade, eram vários questionamentos, mas este era um dos principais). Depois de algumas postagens, os alunos mostraram-se inquietos, pois não viam uma conclusão, nem da minha parte. E questionavam: “Afinal, professora, quem está certo?” Então, em uma das postagens comentei: “De fato, pessoal, os textos apresentam opiniões diferentes, mas por quê? Justamente porque essa questão - de 'quando' surgiu a literatura brasileira - e outras não é ponto pacífico no mundo das letras. Há divergências e nós estamos aqui para discutir mesmo (no bom sentido), para refletirmos e colocarmos aqui nossas opiniões.” A “discussão” prosseguiu nos dias subsequentes e pude perceber pelas demais postagens a compreensão dos alunos de que não havia uma resposta certa, mas havia inúmeras trocas de considerações relevantes concernentes a um tema rico e que exigia muito um pensar crítico.   
Abraços

Paulo Freire e os pilares da educação


Para Paulo Freire, um dos teóricos mais conhecidos na área da educação no Brasil, aquele que enfatizou a importância do diálogo e dos múltiplos saberes, são 5 os pressupostos da educação,  os quais norteiam  a comunicação educador-educando. São eles os seguintes: “AMOR, HUMILDADE, FÉ NOS HOMENS, ESPERANÇA e, o PENSAR CRÍTICO.”
Para  Freire: “Não há diálogo se não há um profundo AMOR ao mundo e aos homens”. O autor compreende o querer bem aos educandos como algo que dá sentido à prática educativa. É o AMOR que faz do educador um formador, mais do que um treinador ou transferidor de saberes. E quanto a nós, o que somos? formadores, treinadores ou transferidores de saber? Vamos refletir?
Ter HUMILDADE significa aceitar o outro, ter capacidade de ouvir e um profundo respeito por suas ideias e pensamentos mútuos. Isso significa que a auto-suficiência dá lugar à HUMILDADE, o que significa estar aberto às contribuições do outro. O que você acha que tem feito? A sua auto-suficiencia tem dado lugar à humildade?
Para o autor o diálogo também envolve FÉ NOS HOMENS: “... fé no seu poder de fazer e de refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de ser mais, que não é privilégio de alguns eleitos, mas direito dos homens”. Você tem tido fé nos que lhe rodeiam na sala de aula ou no ambiente virtual?
E a ESPERANÇA está na própria essência da imperfeição dos homens, levando-os a uma eterna busca. Uma busca que se instala na comunicação entre as pessoas. Na visão de Paulo Freire, o ser humano se encontra num estado de permanente construção, a qual não pode ser feita isoladamente, mas no diálogo entre os homens. Assim, o princípio da esperança parte da inquietação e da consciência de que todos podem contribuir no processo de construção de saberes. Até que ponto contribuímos para essa construção?
Enfim, Freire defende O PENSAR CRÍTICO como um requisito indispensável à educação dialógica. Os indivíduos envolvidos no diálogo devem exercitar uma reflexão sobre a realidade que os cerca em uma atitude de não conformidade. Essa postura crítica consiste em uma atitude de perceber a realidade como processo dinâmico e não como um produto,
Enfim, todos estes pilares são fundamentais no ensino a distância, e o sucesso do aluno e do professor partem deles. Quando o professor tem consciência de que seu trabalho está baseado no diálogo Freiriano, e este utiliza o amor para compreender o aluno e sua realidade, a humildade para ouvir as ideias do aluno abertamente, acredita na capacidade dos homens, tem esperança no aprendizado coletivo e instiga o pensamento crítico; um fórum nunca será apenas um “copiar e colar”, as interações serão mais proveitosas, o aprendizado no chat será possível, enfim, em EaD, acredito que fundamentar o ensino nos pilares de Paulo Freire é aproveitar ao máximo as ferramentas do ambiente virtual de aprendizado. Vamos pensar nisso e tentar melhorar o nosso desempenho?
Saudações Freirianas

Hugs, Joana

AS LIÇÕES DE PAULO FREIRE



AS LIÇÕES DE PAULO FREIRE

Paulo Freire identifica a função social da educação quando defende que esta não é uma simples transferência de conhecimento, mas sim que o conhecimento vem através da troca de experiências entre educador e educando, o que reforça a importância do diálogo nas práticas educativas. Por isso, afirma: "Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda".
Uma educação fundamentada no diálogo, segundo Paulo Freire, é sustentada por cinco fortes pilares: amor, humildade, fé nos homens, esperança e, um pensar crítico.
O amor evidencia o sentido da ação educativa, pois um educador que trata seus educandos amorosamente tem consciência que suas ações têm um poder transformador.
A humildade ajuda o educador a permanecer aberto às contribuições dos educandos, a respeitar as posições tanto teóricas como em relação aos fatos da vida. Desta postura de humildade vem a fé nas pessoas, fé na vocação de cada um de seus educandos. E se há fé, há esperança. Esperança de “Se o diálogo é encontro dos homens para ser mais, não pode fazer-se na desesperança. Se os sujeitos do diálogo nada esperam do seu quefazer já, não pode haver diálogo”.
Mas, para mim, o mais importante dos pilares citados por Paulo Freire, é o Pensar Crítico, pois é pensando criticamente que refletimos sobre a realidade que nos cerca, sem aceitar as informações que nos são repassadas como verdadeiras. Sem pensar criticamente, os outros pilares tornam-se piegas, sem força para efetivar qualquer tipo de transformação.
Esta postura do educador concebido por Paulo Freire é bem adequada aos tutores de EAD, considerando que estes devem ser agentes de transformação dos processos de aprendizagem se seus educandos e de sua realidade profissional.