segunda-feira, 10 de junho de 2013

Pilares que giram entre si




 
AMOR: “o ato de amor está em comprometer-se com sua causa. A causa de sua libertação. Mas, este, compromisso, porque é amoroso, é dialógico” (p. 45).
HUMILDADE:“Não há, por outro lado, diálogo, se não há humildade” (p. 46).
FÉ NOS HOMENS: “Não há também, diálogo, se não há uma intensa fé nos homens” (p. 46).
ESPERANÇA: “Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero.” (p. 47).
PENSAR CRÍTICO: “Pensar que, não aceitando a dicotomia mundo-homens, reconhece entre eles uma inquebrantável solidariedade” (p. 47)
 



Esses pilares, ao que me parece, não são verticais como nas construções de engenharia. É outra esta engenharia: HUMILDADE; FÉ NOS HOMENS; ESPERANÇA; PENSAR CRÍTICO; AMOR, mais parecem formar um círculo – um círculo que sustenta, mas um círculo.
Penso no círculo porque todos esses pilares estão tão bem relacionados, que seria impossível considerar qualquer um sem os demais.

"A causa de sua libertação"



AMOR: “o ato de amor está em comprometer-se com sua causa. A causa de sua libertação. Mas, este, compromisso, porque é amoroso, é dialógico” (p. 45).


Meu comprometimento com a formação dos alunos se reflete em minha dedicação a guiá-los na busca de conhecimentos e na consequente atuação como professores. Essa dedicação – eu tenho consciência disso – tem a ver com minha visão social, com meus valores, meus ideais, e não somente com o querer bem a cada aluno.

Isso, para mim, é tão importante que, por mais que eu me identifique pessoalmente com uns mais do que com outros, minha dedicação, meu empenho, meu compromisso não se alteram. E isso é amor, é o amor que reconheço no dizer de Paulo Freire e com o qual me identifico ideologicamente.

O amor que inclui a mim mesma e ao outro, tudo numa mesma e supreendente esfera de vida.

Interação: um pensar crítico

Gostei dessa imagem! Para mim, ela representa bem o dialogismo proposto por Paulo Freire, a multiplicidade de elementos que merecem ser considerados na construção da aprendizagem. Todos tão diversos e tão bem integrados; nada se sobrepõe, e tudo se recompõe, na interação.

domingo, 9 de junho de 2013

 

 OS PILARES DA EDUCAÇÃO SEGUNDO PAULO FREIRE

PAULO FREIRE, na nossa opinião, foi o mais importante pensador sobre a educação no Brasil, principalmente quando nos referirmos a função social da educação e como instrumento de exercício para a cidadania. A contribuição do método Paulo Freire para alfabetização de adultos, é sem dúvida um dos seus maiores legados para a democratização da educação no Brasil e em vários paises do mundo.
A partir de seus ensinamentos podemos identificar a educação como instrumento de inclusão social, de formação de uma consciência crítica em especial para as camadas mais pobres da população. Paulo Freire defendia que a educação não é uma simples transferência de conhecimento, sua essência está na construção do conhecimento através da troca de vivências e experiências entre educador e educando, reforçando a importância do diálogo nas prática educativas.
Segundo Paulo Freire, os cinco pilares que devem nortear essa relação são: amor, humildade, fé nos homens, esperança e, um pensar crítico.
AMOR – Para Paulo Freire , o sentido da pratica na educação está na importância que tem o amor entre os homens e em especial para o Educador que deve nutrir esse sentimento e ter consciência de seu poder transformador através da sua prática diária nas atividades de docente.

HUMILDADE – Educação passa pela aceitação das outras pessoas, pela capacidade de ouvir e respeitar as idéias e os pensamentos dos outros. O educador dever sempre ter uma postura de humildade e está aberto às contribuições dos educandos.FÉ NOS HOMENS – A educação também deve se valer da fé nas pessoas e que elas podem mais, que podem criar e recriar a partir de suas vocações, para que isso não é seja um privilégio de poucos, mas sim um direito de todos os homens e mulheres.
ESPERANÇA – Segundo Paulo Freire o ser humano sempre está em processo permanente de construção dos seus saberes e que esse processo não é isolado e sim, se materializa a partir da esperança de uma consciência coletiva, onde todos possam contribuir para a construção do conhecimento.

O PENSAR CRÍTICO – Os indivíduos devem exercitar o Pensar Crítico, ou seja, refletir sobre a realidade, não aceitando as informações como produtos acabados e impostos na nossa vida e que estivéssemos impedidos de interagir e sermos agentes de mudanças.
Os pilares da educação defendidos por Paulo Freire, são aplicáveis a todas as formas de compartilhamento de conhecimentos. No nosso caso, na educação à distância, é muito difícil que consigamos atingir nossos objetivos com eficiência e eficácia no exercício da tutoria se não tivermos um comportamento enquanto educadores, balizados nos pilares de amor, humildade, fé nos homens e pensar crítico, defendidos por Paulo Freire. Fatalmente fracassaríamos na nossa missão de educador e nos tornaríamos meros repassadores de conhecimento e não agentes de mudanças de uma realidade a partir de ações conjuntas no processo da construção do conhecimento através da educação e com a participação efetiva dos nossos educandos.

 http://tutorescursodeformacao.blogspot.com.br/2011/11/os-pilares-da-educacao-segundo-paulo.html


 Paulo Freire, liberdade e dialogicidade
Por  Ricardo Gondim

Paulo Freire é uma exceção; um dos raros brasileiros reconhecido na academia internacional. Aprendi a lê-lo nesta fase tardia da minha caminhada espiritual. Surpreso com a sua sensibilidade e rigor intelectual, já degustei alguns dos seus clássicos, como “Pedagogia do Oprimido”, Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 2005.
O capítulo 3, especialmente, encantou-me. Nele, Freire trata do que chamou de “dialogicidade”. Diálogo não só para conversar, mas para transformar o mundo, ou de “pronunciar o mundo”. Pois o diálogo “é este encontro dos homens [e mulheres], mediatizados pelo mundo para pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu. Esta é a razão porque não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia do mundo e os que não a querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer a palavra e os que se acham negados deste direito”.
Abismado com a espiritualidade (embora não religiosa) de Freire, concordo que o amor “como ato de valentia, não pode ser piegas; como ato de liberdade, não pode ser pretexto para a manipulação, senão gerador de outros atos de liberdade. A não ser assim, não é amor”.
Minha esperança é que se resgate Freire entre os evangélicos; caso os líderes se valerem de seus conceitos haverá, certamente, menos espírito de rebanho nas igrejas.
O legalismo, que infelizmente ainda predomina no movimento evangélico, não gera cristãos com os anseios da liberdade que Paulo, o apóstolo, ensinou: “Foi para a liberdade que Cristo lhes libertou”. Freire afirma que uma liberdade desse tipo “requer que o indivíduo seja ativo e responsável, não um escravo nem uma peça bem alimentada da máquina. Não basta que os homens não sejam escravos; se as condições sociais [ou religiosas] fomentam a existência de autômatos, o resultado não é o amor à vida, mas o amor à morte (p.62)

Dialogismo de Paulo Freire na Prática do Ensino a Distância



Na educação a distância evidenciamos muitas situações que demonstram respeito, fé nos homens, amor, humildade, dentre outros sentimentos, pois tanto o educador (tutor) quanto o educando (cursista) trocam, nessa modalidade de ensino, além de informações, experiências de vida que exercitam a compreensão e o respeito mutuo e validam a força de vontade e o otimismo no ato de ensinar e aprender. Isso permite que indivíduos inseridos no processo educativo desenvolvam seus papéis sociais de forma eficaz e com seriedade.
Vivenciei uma situação difícil, em uma disciplina, quando um estudante demonstrou estar indignado, revoltado, com as tarefas exigidas nela. Ele reclamava de tudo, das demais disciplinas que estava cursando, dos tutores, do sistema de ensino, etc. Além disso, sempre se achava injustiçado, uma vez que ele estava cursando outras disciplinas e se sentia atarefado demais para cumprir as atividades solicitadas. Dessa forma, durante os primeiros encontros presenciais e as primeiras aulas, esse aluno buscou, em suas mensagens por e-mail e seus comentários no fórum, confrontar tudo o que eu comentava na disciplina. Como tutora, sempre busquei entender a situação do aluno, procurei ficar sempre calma, paciente e ser, acima de tudo, humilde para escutar suas queixas e tentar fazê-lo mudar de postura. Assim, tentei incentivá-lo a observar tal situação de outra forma. Mostrei que ele era um vencedor só por estar cursando uma graduação, em uma universidade renomada. Tentei fazer com que ele buscasse superar tais dificuldades, mostrando-lhe que a recompensa será maior já que o esforço é grande. Expliquei que todos os outros estavam passando pelos mesmos problemas e que uma boa alternativa para solucionar a questão seria formar grupos de estudo com os colegas para realizar as atividades das disciplinas.
Nada é melhor para desenvolvimento da aprendizagem na EAD do que o diálogo. Ele favorece o estabelecimento da confiança entre o tutor e os alunos e, assim, as interações, que são tão importantes ao desenvolvimento dos conhecimentos. Como afirma Paulo Freire (2006), a educação pautada na construção das relações humanas favorece a construção de um ambiente propício ao aprendizado. Dessa forma, o tutor a distância tem que direcionar a discussão de uma maneira que o aluno tenha liberdade de se expressar e que este se sinta seguro nessa modalidade de ensino. O tutor deve atender as possíveis necessidades desses estudantes e atuar como mediador dos assuntos da disciplina, pois o conhecimento é algo que deve ser compartilhado. Para tanto é indispensável, antes de tudo, o amor à educação. Acredito que “Nenhum tema é tão capaz de unir e transformar um país quanto a educação”, como ressaltou o ex-presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva.

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