segunda-feira, 10 de junho de 2013

"A causa de sua libertação"



AMOR: “o ato de amor está em comprometer-se com sua causa. A causa de sua libertação. Mas, este, compromisso, porque é amoroso, é dialógico” (p. 45).


Meu comprometimento com a formação dos alunos se reflete em minha dedicação a guiá-los na busca de conhecimentos e na consequente atuação como professores. Essa dedicação – eu tenho consciência disso – tem a ver com minha visão social, com meus valores, meus ideais, e não somente com o querer bem a cada aluno.

Isso, para mim, é tão importante que, por mais que eu me identifique pessoalmente com uns mais do que com outros, minha dedicação, meu empenho, meu compromisso não se alteram. E isso é amor, é o amor que reconheço no dizer de Paulo Freire e com o qual me identifico ideologicamente.

O amor que inclui a mim mesma e ao outro, tudo numa mesma e supreendente esfera de vida.

Interação: um pensar crítico

Gostei dessa imagem! Para mim, ela representa bem o dialogismo proposto por Paulo Freire, a multiplicidade de elementos que merecem ser considerados na construção da aprendizagem. Todos tão diversos e tão bem integrados; nada se sobrepõe, e tudo se recompõe, na interação.

domingo, 9 de junho de 2013

 

 OS PILARES DA EDUCAÇÃO SEGUNDO PAULO FREIRE

PAULO FREIRE, na nossa opinião, foi o mais importante pensador sobre a educação no Brasil, principalmente quando nos referirmos a função social da educação e como instrumento de exercício para a cidadania. A contribuição do método Paulo Freire para alfabetização de adultos, é sem dúvida um dos seus maiores legados para a democratização da educação no Brasil e em vários paises do mundo.
A partir de seus ensinamentos podemos identificar a educação como instrumento de inclusão social, de formação de uma consciência crítica em especial para as camadas mais pobres da população. Paulo Freire defendia que a educação não é uma simples transferência de conhecimento, sua essência está na construção do conhecimento através da troca de vivências e experiências entre educador e educando, reforçando a importância do diálogo nas prática educativas.
Segundo Paulo Freire, os cinco pilares que devem nortear essa relação são: amor, humildade, fé nos homens, esperança e, um pensar crítico.
AMOR – Para Paulo Freire , o sentido da pratica na educação está na importância que tem o amor entre os homens e em especial para o Educador que deve nutrir esse sentimento e ter consciência de seu poder transformador através da sua prática diária nas atividades de docente.

HUMILDADE – Educação passa pela aceitação das outras pessoas, pela capacidade de ouvir e respeitar as idéias e os pensamentos dos outros. O educador dever sempre ter uma postura de humildade e está aberto às contribuições dos educandos.FÉ NOS HOMENS – A educação também deve se valer da fé nas pessoas e que elas podem mais, que podem criar e recriar a partir de suas vocações, para que isso não é seja um privilégio de poucos, mas sim um direito de todos os homens e mulheres.
ESPERANÇA – Segundo Paulo Freire o ser humano sempre está em processo permanente de construção dos seus saberes e que esse processo não é isolado e sim, se materializa a partir da esperança de uma consciência coletiva, onde todos possam contribuir para a construção do conhecimento.

O PENSAR CRÍTICO – Os indivíduos devem exercitar o Pensar Crítico, ou seja, refletir sobre a realidade, não aceitando as informações como produtos acabados e impostos na nossa vida e que estivéssemos impedidos de interagir e sermos agentes de mudanças.
Os pilares da educação defendidos por Paulo Freire, são aplicáveis a todas as formas de compartilhamento de conhecimentos. No nosso caso, na educação à distância, é muito difícil que consigamos atingir nossos objetivos com eficiência e eficácia no exercício da tutoria se não tivermos um comportamento enquanto educadores, balizados nos pilares de amor, humildade, fé nos homens e pensar crítico, defendidos por Paulo Freire. Fatalmente fracassaríamos na nossa missão de educador e nos tornaríamos meros repassadores de conhecimento e não agentes de mudanças de uma realidade a partir de ações conjuntas no processo da construção do conhecimento através da educação e com a participação efetiva dos nossos educandos.

 http://tutorescursodeformacao.blogspot.com.br/2011/11/os-pilares-da-educacao-segundo-paulo.html


 Paulo Freire, liberdade e dialogicidade
Por  Ricardo Gondim

Paulo Freire é uma exceção; um dos raros brasileiros reconhecido na academia internacional. Aprendi a lê-lo nesta fase tardia da minha caminhada espiritual. Surpreso com a sua sensibilidade e rigor intelectual, já degustei alguns dos seus clássicos, como “Pedagogia do Oprimido”, Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, 2005.
O capítulo 3, especialmente, encantou-me. Nele, Freire trata do que chamou de “dialogicidade”. Diálogo não só para conversar, mas para transformar o mundo, ou de “pronunciar o mundo”. Pois o diálogo “é este encontro dos homens [e mulheres], mediatizados pelo mundo para pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu. Esta é a razão porque não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia do mundo e os que não a querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer a palavra e os que se acham negados deste direito”.
Abismado com a espiritualidade (embora não religiosa) de Freire, concordo que o amor “como ato de valentia, não pode ser piegas; como ato de liberdade, não pode ser pretexto para a manipulação, senão gerador de outros atos de liberdade. A não ser assim, não é amor”.
Minha esperança é que se resgate Freire entre os evangélicos; caso os líderes se valerem de seus conceitos haverá, certamente, menos espírito de rebanho nas igrejas.
O legalismo, que infelizmente ainda predomina no movimento evangélico, não gera cristãos com os anseios da liberdade que Paulo, o apóstolo, ensinou: “Foi para a liberdade que Cristo lhes libertou”. Freire afirma que uma liberdade desse tipo “requer que o indivíduo seja ativo e responsável, não um escravo nem uma peça bem alimentada da máquina. Não basta que os homens não sejam escravos; se as condições sociais [ou religiosas] fomentam a existência de autômatos, o resultado não é o amor à vida, mas o amor à morte (p.62)

Dialogismo de Paulo Freire na Prática do Ensino a Distância



Na educação a distância evidenciamos muitas situações que demonstram respeito, fé nos homens, amor, humildade, dentre outros sentimentos, pois tanto o educador (tutor) quanto o educando (cursista) trocam, nessa modalidade de ensino, além de informações, experiências de vida que exercitam a compreensão e o respeito mutuo e validam a força de vontade e o otimismo no ato de ensinar e aprender. Isso permite que indivíduos inseridos no processo educativo desenvolvam seus papéis sociais de forma eficaz e com seriedade.
Vivenciei uma situação difícil, em uma disciplina, quando um estudante demonstrou estar indignado, revoltado, com as tarefas exigidas nela. Ele reclamava de tudo, das demais disciplinas que estava cursando, dos tutores, do sistema de ensino, etc. Além disso, sempre se achava injustiçado, uma vez que ele estava cursando outras disciplinas e se sentia atarefado demais para cumprir as atividades solicitadas. Dessa forma, durante os primeiros encontros presenciais e as primeiras aulas, esse aluno buscou, em suas mensagens por e-mail e seus comentários no fórum, confrontar tudo o que eu comentava na disciplina. Como tutora, sempre busquei entender a situação do aluno, procurei ficar sempre calma, paciente e ser, acima de tudo, humilde para escutar suas queixas e tentar fazê-lo mudar de postura. Assim, tentei incentivá-lo a observar tal situação de outra forma. Mostrei que ele era um vencedor só por estar cursando uma graduação, em uma universidade renomada. Tentei fazer com que ele buscasse superar tais dificuldades, mostrando-lhe que a recompensa será maior já que o esforço é grande. Expliquei que todos os outros estavam passando pelos mesmos problemas e que uma boa alternativa para solucionar a questão seria formar grupos de estudo com os colegas para realizar as atividades das disciplinas.
Nada é melhor para desenvolvimento da aprendizagem na EAD do que o diálogo. Ele favorece o estabelecimento da confiança entre o tutor e os alunos e, assim, as interações, que são tão importantes ao desenvolvimento dos conhecimentos. Como afirma Paulo Freire (2006), a educação pautada na construção das relações humanas favorece a construção de um ambiente propício ao aprendizado. Dessa forma, o tutor a distância tem que direcionar a discussão de uma maneira que o aluno tenha liberdade de se expressar e que este se sinta seguro nessa modalidade de ensino. O tutor deve atender as possíveis necessidades desses estudantes e atuar como mediador dos assuntos da disciplina, pois o conhecimento é algo que deve ser compartilhado. Para tanto é indispensável, antes de tudo, o amor à educação. Acredito que “Nenhum tema é tão capaz de unir e transformar um país quanto a educação”, como ressaltou o ex-presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva.

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Imagem retirada de: https://www.google.com.br/imagens

sábado, 8 de junho de 2013

Os cinco pilares de Paulo Freire_Por Erasmo Freitas

Paulo Freire é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores pensadores da Educação. Não apenas pela teoria apresentada ao mundo com ilustrações de prática, mas pela operacionalidade de suas ideias. São muitas as frases dele que servem por si como bálsamo a nós, educadores, por lembrarem o nosso papel como mediadores do conhecimento. Dentre os ensinamentos deixados como legado, os chamados cinco pilares de Freire propagam um modo de conceber a práxis docente e compreender nosso papel de forma plena. 

Um desses pilares é o AMOR. O amor é apresentado por Freire como um pilar que sustenta, na verdade, qualquer coisa. Muitos professores veem esse pilar de modo deturpado e tecem impropérios conta tal ideia. Há quem diga que não é preciso, nem obrigatório sentir amor pelos alunos, pela comunidade escolar como um todo. Na verdade, esse pilar é mal interpretado mesmo. Vejamos: basta um pouco de reflexão, equilíbrio e bom senso, porque não uma boa dose de conhecimentos de interpretação textual para compreender que o AMOR que Paulo Freire apregoa é pela profissão, é pelo ofício, pela ideia de mediar conhecimentos e pelo desafio que assumimos perante à sociedade. Não é o amor de Eros, aquele da paixão, é o amor do carinho pelo que se faz, da dedicação e do zelo que se tem àquilo que se propõe a fazer. Isso não significa ficar abraçando os alunos gratuitamente, distribuindo beijinhos e sorrisos. NÃO! Trabalhar com amor também NÃO significa ser alienado aos seus direitos como professor e não ir atrás de melhorias de salário e condições de trabalho. Trabalhar como amor é cumprir seu papel de educar! Os alunos não têm nada a ver com as políticas públicas para a educação e não podem sofrer as consequências dos abusos e das atitudes questionáveis das ditas autoridades da Educação... O amor é de fato um pilar grandioso, pois sem ele não temos como trabalhar plenamente. Podemos ensinar, mediar conhecimentos e educar com amor, ao mesmo mesmo em que corremos atrás de nossos direitos... é saber conciliar!

Outro importante pilar apontado por Freire é a HUMILDADE. Os professores têm estudo, isso é certeza! Seja por autodidatismo ou por cursos tradicionais. Nesse último caso, tais estudos podem se dividir em ensino médio profissionalizante - o antigo curso normal, graduação e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado), esses cursos podem de fato oportunizar muito estudo e trabalho intelectual, mas isso não significa que alguém seja dono do conhecimento ou da razão... os conhecimentos são múltiplos e são impossíveis de serem dominados por uma pessoa só... Precisamos ter segurança naquilo que sabemos e humildade para mediá-los, bem como humildade de reconhecermos nossas limitações. Humildade, é claro, não deve ser confundida como maneiras de se vestir, de andar de ônibus e de ser modesto, não! Humildade é um ato espiritual, anímico, que envolve suas atitudes e ações perante o mundo...

Além de AMOR e HUMILDADE, Freire aponta a FÉ NOS HOMENS como um pilar também importante de envolvimento com a profissão de educador. A fé aqui é entendida no sentido de acreditar no poder mutante dos homens, na pujança da educação como meio transformador de convicções, de tabus, de hábitos, de cultura e de visões humanas. Acreditar que a educação pode mexer com povos é ter metas a cumprir em sala de aula. Percebamos que a educação não muda o mundo, mas muda as pessoas, estas sim mudam o mundo, no dizer dele. Ainda pensando nos pilares freireanos, há de se comentar a ESPERANÇA, pilar fortemente associados à fé, pois, esperança é desejar que as mudanças ocorram. Aquela história de que: "os alunos não querem nada" é questionável, pois eles podem não saber o que querem, mas eles querem algo... basta mediarmos o contato deles com o conhecimento. Se não acreditarmos que nosso trabalho é um meio potencial de mexer com as pessoas, porque ainda somos professores? 

O último pilar apontado por Freire como sustentação da Educação é o PENSAR CRÍTICO. Esse pilar é forte quando pensamos que não basta mediarmos o conhecimento dos nossos alunos se nós somos alienados... seria "faça o que digo, mas não faça o que faço"... Precisamos estar cientes do nosso papel e do nosso dever. Tal afirmação é importante no que tange à necessidade de o professor precisar ser qualificado e preparado para atender às demandas sociais. Pensar criticamente é refletir sobre o exercício da profissão e tudo que está subjacente a ela. Observamos, então, que os cinco pilares de Freire são interligados e funcionam plenamente quando estão associados. Paulo Freire exemplifica perfeitamente sua proposta ao sugeri-la e, não, impô-la severamente. O mais exemplo de Freire foi realmente as ações engendradas por ele. Se elas serão aceitas por nós, integral ou parcialmente, se tentarmos... vamos? 



Cordiais saudações,
Erasmo.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cinco Pilares de Paulo Freire

Amor: A necessidade da presença do amor como fundamental para um bom desempenho da profissão “educador” parece algo que se percebe em todas as outras profissões, a bem dizer. Não há regras de felicidade, mas, se pudéssemos falar em plenitude, atrelar técnica e gosto pelo que se faz, esta seria a fórmula mágica. O adicional freiriano vem do fato de tratarmos de algo intimamente presente no ser humano: a sede do saber, o querer ir sempre adiante, o procurar, o pesquisar. A educação, tida como caminho certeiro para o alcance da realização dessas vontades, é especialmente dependente do afeto, do cuidado. Sem exemplificar através da EaD, cito o que comumente vejo com meu pequeno rei, de 1 ano e 7 meses: Após trabalhar os numerais na creche (deve estar no número 3), já consegue perceber a diferença entre números e letras. Ao ver a numeração nas casas, levanta o dedinho feliz da vida dizendo: UM! Por vezes é um 7, mas a valorização dada para sua “conquista”, recebida com sorrisos e palmas, será o degrau para tantas outras conquistas. É perceptível o orgulho que um aluno tem ao trazer um texto ou mesmo relatar uma experiência que foi interessante para o complemento da aula ou para a prática de alunos e professores. Reconhecer o esforço é um claro ato de amor. Simples assim.
Humildade: Sábio o professor que aceita e incentiva as participações, menores, maiores... Sábio o aluno que não acredita que o professor é o dono do saber, esperando somente nele as respostas para suas dúvidas, questionamentos. Humildade é sinônimo de troca. Troca é sinônimo de crescimento. Com polos distantes, é fácil trabalharmos essa questão. “Qual a sua realidade?” Respondida a pergunta por professor e por aluno, a aula já mereceu o tempo disposto em um chat ou em um encontro presencial. Já houve crescimento.
Fé nos homens: E que lógica teria o mundo se o pai, ou a mãe, ou o gerente ou o professor etc. tivessem sozinhos a responsabilidade de tudo? Se você não acredita no outro, sequer dê espaço para ele; se você já sabe que “só você” é capaz de realizar algo com proeza, não perca seu tempo solicitando a ajuda do outro. Se você orientar, sem esperar que o outro faça tal qual você, mas que o outro traga a solução a seu modo, você juntou humildade e fé no outro. Atualmente corrijo os relatórios dos alunos. Muitas coisas a refazer, é um dos melhores modos de se aprender.
Esperança: Esperança de entregar os trabalhos em dia, esperança de conseguir boas notas, esperança de se destacar, esperança de seguir adiante. Esperança de conseguir respostas para a construção do conhecimento, embora se saiba que o conhecimento não é estrada com ponto final; mesmo assim e embora tudo, a esperança sustenta o caminhar.
Pensar crítico: Não condiz com o comportamento adequado de um estudante a aceitação sem o questionamento. Posso até concordar com você, com o que o professor disse, com o que o material disposto apresentou, porém não sem antes refletir sobre, sem imaginar situações diferentes e suas consequências. Somente e apenas somente depois ele se posicionará para a permanência do atual estado ou a necessidade de mudança.


Natércia