quinta-feira, 16 de maio de 2013

Explorando o tempo e o Solar



De acordo com o calendário das disciplinas, reservo dias e horários para o acompanhamento dos alunos. Atualmente, como as disciplinas têm seguido o calendário semestral, ou seja, duram cerca de quatro meses, reservo um turno em dois ou três dias da semana para orientações no fórum e avaliação dos portfólios. Aviso aos alunos sobre essa agenda, para que sincronizemos nossas postagens.

As videoconferências, que se têm tornado comuns devido à aglutinação de polos, no geral são pouco frequentes. Os chats é que são mais frequentemente usados como meio de interação online. Eles têm agenda previamente marcada, mas distribuo-os em várias sessões de cinquenta minutos, para que possamos ter melhores condições de acompanhamento e participação. Costumo adotar o mesmo turno das aulas (à noite) e respeitar a disponibilidade dos alunos.

Diariamente verifico meus e-mails e, quando há alguma mensagem do Solar, entro no sistema e respondo diretamente de lá. Embora isso me tome um pouco mais de tempo, é uma maneira de evitar dúvidas sobre o atendimento dado ao aluno. Quando a mensagem é de dúvida sobre alguma atividade, já aproveito para lançar um esclarecimento para toda a turma, que pode acontecer por uma resposta coletiva ao e-mail ou incluir postagem no fórum.

Gosto de explorar bastante o ambiente do Solar, usar suas ferramentas e recursos para despertar a participação do aluno e promover maior interação, mas isso pede tempo e, se não tivermos cuidado, lá se vão horas e horas no Solar. Por isso, procuro delimitar o tempo que será dedicado a essas atividades. É claro que há dias em que muitas solicitações são feitas ou em que temos muitas atividades para acompanhar, avaliar, mas são exceções. No geral, é possível harmonizar bem as atividades no tempo disponível.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Tempo e espaço: desafios dos cursos a distância



Trabalhar com o tempo e com o espaço nos cursos a distância é de fato um desafio, afinal os nossos alunos, quase sempre, dividem as disciplinas com atividades profissionais desgastantes e responsabilidades familiares, tendo em vista que muitos já são pais ou mães, logo dispõem de um tempo bastante reduzido. Nós também, como tutores, na maioria dos casos, não desempenhamos apenas esta atividade, já que não é possível nos mantermos somente com o valor pago por cada disciplina, assim também desenvolvemos outras atividades profissionais. Desse modo, a melhor forma que encontrei de administrar o tempo de cada disciplina foi seguir rigorosamente o cronograma de cada aula: acesso o ambiente virtual duas vezes por semana, de modo a ficar disponível aos alunos de 19 às 21h; faço questão de receber atividades no prazo e busco enfatizar as partes mais importantes de cada conteúdo, pois não é possível trabalhar com a mesma detença todo o conteúdo de cada aula. Quanto ao espaço, tento explorar todas as ferramentas que o ambiente virtual oferece, desde as mensagens até os chats, já que nos encontros presenciais não há tanto tempo para trabalharmos os conteúdos da disciplina. Assim, instigo discussões sobre o conteúdo, realizo debates por chats, sugiro livros e filmes que estabeleçam conexões com a disciplina e proponho diálogos relacionais. 

Por Renata Aguiar.

domingo, 12 de maio de 2013

Diário de bordo

NO diário de bordo, escreva as principais ações didáticas que nós, tutores devemos desenvolver e planejar ao ministrar uma disciplina. Faça esse registro dividimos o que devemos fazer antes, durante e após a disciplina. DIÁRIO DE BORDO Apesar de ainda não ser tutora no sistema de EaD, sou professora em turma de ensino regular, portanto, tendo compreensão do planejamento necessário para que durante às aulas de uma disciplina, o processo ensino-aprendizagem possa acontecer positivamente. Diante da diversidade de participantes numa formação pelo sistema de EaD, como toda interação tutor-aluno, aluno-tutor acontece através do ambiente virtual, as ações didáticas devem ser desenvolvidas e planejadas, buscando atender as demandas e necessidades da turma, pois, cada um organiza seu cronograma de acordo com a disponibilidade de tempo. Partindo desse conhecimento, acredito ser essencial que o tutor siga os seguintes passos organizar e planejar a disciplina: ANTES • Ter contanto com o material das aulas, tirando possíveis dúvidas, pois, ao fazer a leitura de todo conteúdo que será ministrado no ambiente virtual, torna-se mais fácil o acompanhamento das atividades: • Ver a agenda e o cronograma das aulas e atividades disponíveis no ambiente virtual: • Entrar em contato com os participantes da turma no ambiente virtual, dando-lhes boas vindas e as orientações necessárias sobre as atividades. • • DURANTE • Interagir com os participantes durante o período das atividades: • Responder em tempo hábil as mensagens postadas, tirando as dúvidas dos participantes; • Orientá-los quando perceber que as atividades não estão sendo postadas no período correto. DEPOIS • Após o término da disciplina, compete ao tutor passar o rendimento dos participantes, dando as orientações necessárias aos que por motivos diversos necessitam de ajuda; • Estimular o empenho e participação nas disciplinas seguintes. Como podemos perceber o tutor tem muitas responsabilidades, com um cronograma de atividades e um grupo de participantes que necessitam do seu olhar cuidadoso, bem como do seu acompanhamento sistemático. Por Jane Mary de Moura Gomes

TEMPO E ESPAÇO NO TRABALHO DA TUTORIA



A Educação à Distância surgiu como uma oportunidade ímpar para muitos que almejavam o acesso à Universidade, mas tinham como limitação os fatores ‘tempo’ e ‘espaço’. Através da utilização de um ambiente virtual de aprendizagem, a EAD supre essa limitação e traz ainda uma característica simultaneamente vantajosa e perigosa: a flexibilidade.

As vantagens são óbvias: não seguimos horários pré-estabelecidos por outrem, escolhemos nossos horários. E o perigo está imbricado a esta ação, na EAD, o fator ‘disciplina’ deve ser pré-requisito fundamental para um bom desempenho. Costumo dizer que a EAD não é para quem tem ‘tempo livre’, mas para quem consegue administrar seu tempo.

No caso do nosso curso semipresencial da UFC Virtual, procuro aproveitar bem os encontros presenciais que possuem ‘tempo e espaço’ determinados. Contudo, esse momento presencial constitui apenas um quarto da carga horária das disciplinas. Sendo assim, os outros três quartos são trabalhados por meio do ambiente virtual: é aqui que entram a maleabilidade de horário e a nova disposição espacial.

Quanto ao espaço físico, costumo trabalhar em casa. Não obstante, ando sempre com netbook e internet móvel para poder acessar o Solar em qualquer lugar. No ambiente virtual, as ferramentas que mais utilizo são o ‘fórum’ e a ‘mensagem’. Sempre digo aos alunos que o espaço do fórum é a ‘nossa sala de aula’ e que eles devem estar “presentes”. No tocante ao ‘tempo’, meu acesso ao ambiente do fórum é quase diário, pelo menos dia sim, dia não. Como trabalho na UFC durante o dia, acesso mais à noite, também nos fins de semana e feriados. No caso dos e-mails procuro acompanhar diariamente. No concernente aos chats, há sempre o agendamento com os alunos; geralmente, marcamos para a noite e/ou fins de semana, pois muitos alunos trabalham. Com relação ao envio de notas, levo de cinco a oito dias para enviar as notas das aulas, depende da quantidade de alunos e do tipo de atividade a ser corrigida. Enfim, tenho o cuidado de utilizar bem o tempo e o espaço para conseguir um bom acompanhamento da turma.   

Abraços

O que fazer antes, durante e depois de uma disciplina

Antes da sua aula, o tutor deve ler cuidadosamente o conteúdo da disciplina, levantar questões que não estão nas apostilas, preparar atividades para o encontro presencial e montar um cronograma para os encontros virtuais. Durante a aula, o tutor tem que colocar em prática o seu cronograma e procurar manter o máximo de contato com os alunos, para que eles possam sentir que você está presente e disposto a ajudá-los. A pronta correção dos portfólios também é muito importante, pois o aluno já fica sabendo dos seus erros e acerto antes da avaliação. Quando termina a disciplina, o tutor tem que procurar mandar as notas no prazo, pois os alunos adoram saber suas notas e também fazer um levantamento da sua atuação, para que possa fazer as devidas correções. Maria Coeli Rodrigues

Primeira Experiência como Tutora

Minha primeira experiência como tutora me mostrou que o contato quase diário com o aluno é muito importante. Achei que tiraria de letra, mas o tempo foi me mostrando que não é tão simples assim. Eu já tinha em mente que seria uma experiência completamente diferente do ensino presencial, mas não imaginei que seria tão diferente. O trabalho com o ensino a distância me mostrou que devemos ter mais atenção com os alunos dessa modalidade, pois, como a maior parte do contato acontece virtualmente, os alunos, por estarem distantes, não podem ter a sensação de que o professor é uma pessoa fora do seu alcance e que não podem construir um vínculo. Também aprendi que temos que ter muito cuidado com o que escrevemos (devemos escolher cada palavra cuidadosamente) e também com a interpretação do que lemos. Isso, para mim, é muito importante. Criar um conflito a distância é muito complicado. Claro que não aprendi tudo isso na minha primeira experiência, mas ela mudou muito o meu conceito do ensino a distância: de distante, só o nome. Maria Coeli Rodrigues

sábado, 11 de maio de 2013

RELATO II_EAD ERASMO DE OLIVEIRA FREITAS

Resolvi me tornar ator da EAD por curiosidade em atuar em uma modalidade educacional moderna e promissora e por interesse em conhecer tal modalidade. Senti-me honrado em ter sido selecionado para realizar o Curso Inicial de Formação de Tutores pela UFC Virtual. Fiz o curso com muita dedicação e interesse. Sem falsa modéstia, dediquei-me demais e fui um aluno bem participativo. Gostei de tudo: da turma, do assunto, da novidade, dos textos, da professora, enfim. Foi uma experiência inesquecível. Após a conclusão do curso, fui selecionado a atuar na primeira disciplina. Recebi a notícia da melhor maneira possível, sinceramente. Entrei com o pé direito: fiz o curso, fiz a inscrição na seleção pública, fui selecionado honestamente e aceitei com alegria. Minhas expectativas foram sendo quebradas aos poucos, pois, mal entrei percebi o descaso com que a instituição tratava a EAD. Desde a atuação da coordenadora da disciplina, à da secretaria do curso, percebi que tinha muita coisa errada. Entrei na EAD por acreditar na modalidade, na possibilidade real de ela contribuir para o crescimento pessoal, acadêmico e profissional de alguém, mas, infelizmente, o que descobri de pronto foi um descaso generalizado. Tive a sorte de ter excelentes alunos, minha turma era estimulante. Foi ela quem me deu forças para continuar. Foram tantos problemas que pensei em atuar somente naquele semestre. Seria uma curta e intensa experiência. Tive problemas de todas as ordens: falta de informação da coordenação, do setor financeiro, da Fundação que providencia a ajuda de custo, da secretaria do curso, da coordenação do pólo, olha, era tanto erro, tanta coisa improvisada que fui ficando desinteressado. Como tinha assumido o compromisso mais pessoal que profissional em ir até o final, fiquei. Honrei minha palavra, pela minha turma, exclusivamente. De lá para cá, já se passaram três semestres e oito turmas. Fiquei na esperança de algo melhorar, de algo ser feito. Cresci muito como profissional e aprendi mais que ensinei. Recebi muitos elogios dos meus alunos, que me apontam como ótimo professor, muito presente e atento. Fico extremamente honrado com isso. De tal modo, recebo elogios dos meus coordenadores e da equipe dos pólos em que atuei. Não é exposição de feitos, que fique claro, nem vaidade, mas é necessário eu dizer que gosto do que faço, dedico-me à função, quando isso fica claro, ganho o agravante do que quero dizer: sinto que não vale à pena... Já sofri um acidente de trabalho em um pólo da EAD, o que fizeram por mim? Nada. Já fiz várias viagens de risco pela EAD, qual minha segurança de trabalho? Nenhuma. Já li e comentei com muitos detalhes de avaliação os portfólios dos meus alunos e acompanhei de perto os fóruns, chats e a preparação de encontros presenciais, deveria, pelo menos, receber minha bolsa, mas recebo regularmente? Negativo. A única razão que ainda me prende na EAD é a certeza que posso fazer algo pelos alunos, porque, com raríssimas exceções, o que nós, tutores a distância, temos é: bolsas financeiras medíocres, atrasadas, descaso nos contatos que fazemos com a instituição, pólos mal administrados, secretarias desorganizadas, secretárias grosseiras e que não gostam muito de trabalhar, coordenadores que veem a EAD como “bico” e não a levam a sério, insegurança profissional, afinal não somos concursados, não temos carteira assinada, não temos contrato de trabalho. Gente! O que somos, afinal? É muito trabalho, é muita cobrança, é muita responsabilidade e POUQUÍSSIMO estímulo. Por essa razão, muito provavelmente esse é o último semestre que atuo na EAD. Confesso que estou cansado de tentar... Erasmo de Oliveira Freitas